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cheesecake da salvação


Ontem as coisas não deram muito certo na cozinha… Eu estava afim de estrear a forma nova que eu comprei, dessas que sai o fundo, sabe? E a receita ideal era essa de cheesecake. Depois de preparar a massa, percebi que a forma da receita era consideravelmente menor que a minha, logo, eu tive que fazer mais meia receita de massa para terminar de cobrir o fundo e as laterais. O recheio também era pouco para a forma, mas eu não tinha outro pacote de cream cheese para fazer mais uma receita, logo, ficou uma torta fininha.

Então fui pré aquecer o forno, mas a anta aqui não viu que no fundo do forno tinham duas travessas, com tampas plásticas. Então imagina a desgraça do cheiro, derreteu as tampas, pingou o plástico no fogão, foi uma merda. A solução foi fazer a cheesecake com o forno um pouco aberto, assim não fica cheiro de plástico. E, pelo menos isso, deu certo.

O jantar seria frango crocante com gergelim, um arrozinho e uma saladinha. Nada mais simples né? Não em como errar. Mas eu consegui. A salada e o arroz ficaram muito apimentados. Não que eu tenha algum problema com isso, eu amo pimenta. Mas realmente perdi a mão.

Já que o frango é com gergelim, que tal misturar o preto e o branco pra ficar fofinho? Deu merda. O preto parece que desbota, “sujou” o frango e a travessa e acabou com a apresentação do prato. Ah, mas o frango vai no forno, e o forno tá com cheiro de plástico. Se ele funciona entreaberto com a cheesecake, vai funcionar com o frango. Não. O bicho demorou umas 2h pra poder ficar pronto. Porque além do plástico, o meu forno é péssimo.

Conseguimos jantar lá pra depois das 23h30 da noite. Tirando as coisas ruins, tava tudo bom. :P O frango ficou gostoso, apesar de feio. O molho adocicado que eu fiz com shoyo e mel temperado com cebolinha e um dente alho inteiro, salvou a extrema ardência do arroz e da salada. Mas a única coisa que realmente melhorou o meu humor foi a cheesecake, que ficou uma delícia, e a receita você pode ver aqui.

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auristela, minha estrela de ouro.


Auristela é o nome da minha avó, que eu conheço de foto e de história, já que ela partiu antes que eu chegasse. Auristela é o nome da minha mãe, a filha caçula dos seis rebentos dona Auristela e seu Joaquim.

Auristela significa estrela de ouro, dourada, é a deusa romana da madrugada. Com o passar dos anos, Auristela foi virando Stela, estrela. A minha estrela. Que sempre brilha para iluminar o meu caminho. A minha estrela, que sempre me ajuda a esclarecer dúvidas e que tem sempre os seus raios sobre mim, me abraçando com sua energia tão forte e verdadeira.

Stela é a minha melhor amiga, que escuta meus segredos, que compartilha minhas alegrias e agonias. Minha melhor amiga, que senta num boteco comigo, e come uma carne de bode tomando algumas muitas cervejas.

Stela é a minha primeira tatuagem, feita aos 17 anos no apartamento do andar de cima, com dois amadores, muita dor e uma alegria sem tamanho. Avisei que ia fazer, mas ela não acreditou. Quando cheguei em casa, com a perna inchada, enrolada no plástico filme, a expressão dela foi uma divisão quase que perfeita, entre a alegria ao ver o tamanho do meu amor, e uma cara forçada de repreensão, já que ela sempre disse ser contra.

Passou dias chamando a tatuagem de feia e horrorosa. Ok, isso ela é, até hoje. Mas quando eu ligava para o trabalho dela, e alguma de suas assistentes atendia, falava baixinho “Tu fez uma tatuagem com o nome da tua mãe, não foi? Ela tá bestinha aqui contando pra todo mundo”. E é por isso que mesmo sendo feia, ela é a minha tatuagem preferida. E as três estrelas somos eu, ela e minha irmã, as três mulheres com sangue de estrela.

E eis que hoje, um sábado pós feriado com cara de domingo, cinza e chuvoso, o interfone toca dizendo que minha mãe deixou uma encomenda pra mim. E eram essas lindas flores do campo, com um cartão de bom dia. Tem coisa mais linda no mundo? Até o sol abriu depois dessa. É, a luz da minha estrela sempre deixa meu dia mais cheio de cor.


risoto ao vinho tinto


Eu confesso que sempre que vou ao mercado, dou uma checada no preço do arroz arbório, mas sempre acho caro. É, pirangagem mesmo. Mas quando eu vi esse, originalmente italiano, numa boa promô, eu tive que comprar. Ele é fechado à vacuo e é uma delícia :)

Fiz a receitinha básica pra qualquer risoto. Troquei a cebola ralada pelo meu tempero caseiro, e refoguei bem na manteiga. Coloquei mais ou menos uma xícara de arroz arbório pra refogar junto e logo em seguida coloquei uma boa medida de vinho tinto. coisa de 1 xícara e meia ou duas. Deixei esquentar bem, sair todo o álcool e começar a cozinhar o arroz. Então fui adicionando conchas de caldo de legumes, que deve estar fervendo em fogo baixo. A cada concha fui mexendo devagar e esperando o caldo secar, até colocar a próxima. Fui jogando meus temepros, como pimenta e noz moscada. Já no fim do cozimento do arroz (eu fico tirando uns grãos pra ir vendo a consistência), você coloca a sua mistura. Eu coloquei pedaços de tomate cereja, palmito e um pouco de mussarela, mas achei que o sabor, e até a cor, do vinho tinto combinam mais com fungui ou shitake. Será o próximo :)


embalagens que eu queria ver por aqui – café



Depois de mostrar as embalagens de bebida que eu queria ver por aqui, o escolhido foi o café. Não só porque eu sou viciada nessa coisa, ou só porque é a paixão nacional, mas principalmente porque as embalagens são as coisas mais lindas do mundo. Fico imaginando, eu lá no supermercado, fazendo compras, e encontro uma gôndola só com essas embalagens lindíssimas… Eu acho que ficaria horas só olhando, paquerando. Como numa verdadeira exposição de arte :D

E a saga das embalagens que eu queria ver por aqui continua. Sugestões de tema?

Imagens: The Dieline


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