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meus passos na trajetória do autoconhecimento


caminho-simples-1Começar a fazer terapia foi a minha meta de fim de ano dos últimos 5 anos, eu acho. Ao longo desse tempo eu consegui emagrecer, viajar, me mudar, fazer exercício, adotar gatos, mudar a vida profissional, entre outras metas menores, mas a terapia não saia do papel. Mas como eu gosto de dizer, as coisas acontecem quando tem que acontecer. Então, via Instituto Candela, conheci Lula de Oliveira, que poucos dias depois do primeiro “oi, tudo bem, toma um brownie de presente” virou meu terapeuta.

Aí as pessoas me perguntam qual linha ele segue e eu nunca sei dizer, porque nunca pensei sobre isso. Mas gostei da definição de uma moça que conversei na recepção esses dias. “É aquele meio diferente que anda descalço, né?“. É, Lula é esse aí mesmo. E através dele, conheci sua companheira, sócia e mulher iluminada, Lorena Moura. Com ela comecei fazendo uma Leitura de Aura, que foi uma das vivências mais intensas e esclarecedoras da minha vida. Logo depois, entrei para o curso de Consciência dos Chakras, que terminou recentemente deixando uma saudade enorme.

No curso, que durou quase 3 meses, nos encontrávamos semanalmente para falar sobre os aspectos de cada um dos chakras, fazer atividades de consciência e limpeza energética, de proteção, constelação familiar, reiki, leitura de aura, meditação e tantas outras coisas que chega fica difícil de falar. Foi um momento de troca muito engrandecedor e posso dizer que eu sou, realmente, outra pessoa depois desse curso. Ele encerrou com um mini retiro de celebração, na casa de Lula e Lorena, em Paudalho. Eles se mudaram para mais perto do mato e da natureza, para aumentar ainda mais as conexões com o maior e elevar as vibrações. E eles foram generosos em abrir a casa para nos receber para este dia inesquecível.

caminho-simples-8 caminho-simples-6 caminho-simples-7 caminho-simples-5 caminho-simples-4 caminho-simples-3 caminho-simples-2Caminhamos descalços em conexão com a terra, meditamos à luz do sol, tomamos banho de bica, fizemos trilha no escuro, exercícios de combate, de proteção, mexemos com altas vibrações, comemos, rimos, choramos. Foi um dia incrível, e essas fotos de Ivan Alecrim mostram um pouco de como foi por lá, apesar de que nenhum desses registros ou de qualquer uma das minhas palavras vai realmente conseguir traduzir essa vivência.

Posso dizer que, desde que comecei com a terapia, e entrei no caminho de me conhecer melhor com a leitura de aura e esse curso de consciência dos chakras, tenho percebido muito melhor o mundo ao meu redor e o meu lugar nele. É bem difícil, afinal, o poeta bem disse que a ignorância é uma bênção. E hoje eu entendo bem esse comentário. Porque se descobrir dói. Incomoda. Joga na cara nossos medos, defeitos e anseios. Na mesma medida que é encantador. Porque ao mesmo tempo que nos descobrimos, aprendemos a nos aceitar, a não julgar, e esse exercício é diário e constante.

Entender que somos parte do todo, e que o todo está em nós. Entender que somos espelhos e que refletimos aquilo que se passa aqui dentro. Que o universo também é espelho e retorna pra nós tudo que emanamos. Entender que somos responsáveis por aquilo que acontece em nosso caminho. Todos os dias descobrimos nossas verdades, lutamos contra as armadilhas que nós mesmos construímos e vamos clareando nosso caminho e aumentando nossa conexão com o maior. Posso dizer que é um caminho realmente generoso. Me sinto mais forte, mais iluminada e cada vez mais interessada em seguir essa trajetória.

Dito isso, convido vocês a conhecer melhor o trabalho do Caminho Simples, que oferece atendimentos para todo lugar do mundo via Skype e presenciais em Recife. Inclusive, estou dando mais um passo e vou participar do grupo Perséfone, de iniciação ao feminino. Ele será um grupo paralelo ao Herói, de iniciação ao masculino. Os dois grupos são para ambos os sexos, para quem quer escolher trabalhar a energia feminina ou masculina que existe dentro de nós todos.  caminho-simples-persefone caminho-simples-heroiAs fotos dessas peças são da linda Flora Negri. <3

Ah, pra quem tiver interesse, terá nesta terça dia 13, às 19h30 uma palestra gratuita aqui em Recife para falar mais sobre os grupos que iniciam no dia 19 deste mês. Esse vídeo também fala um pouco sobre o feminino e o masculino, a lua e o sol. Convido vocês a assistir. Espero que gostem!


precisamos armar a rede


armar a redeEu sempre fui acostumada com a vida corrida. Correria no trabalho, correria em casa. O que não quer dizer que eu não tenho momentos de lazer, muito pelo contrário. É como se eles fossem uma grande recompensa dessa correria toda do dia a dia. E mesmo quando eu me dava um tempo relaxando, era entre dois grandes momentos de correria, antes e depois.

Quando eu virei freela, o medo de ficar sem job e consequentemente sem grana me fez aumentar ainda mais o ritmo, trabalhando feito doida mesmo. Mas desde que comecei a trabalhar independente, sempre tive algum cliente maior ou algo fixo pra segurar a onda. Algo que eu sabia que estaria ali enquanto eu ia correndo pelas beiradas fazendo coisas menores. Era uma segurança confortável. Nos momentos de baixa de jobs, os maiores seguravam e tava tudo mais de boa. Não tava ótimo, mas tava de boa.

E aí chegou o momento de não ter nenhum job fixo. Isso foi bem assustador. Não só pela grana, que é bem óbvio que assusta, mas com a reserva que eu fiz nesses meses daria pra segurar a onda. O que tava mais me assustando era “não ter o que fazer”. Tipo, eu tinha o que fazer. Tinha alguns trabalhos pra entregar. Tinha algumas coisas pra finalizar. Tinha a casa pra cuidar. Tinha a vida pra tocar. Mas eu me vi sem precisar correr pra entregar as coisas no prazo. Eu tinha prazo, mas tinha tempo. Não precisava correr. Não tinha muitos compromissos com horário marcado. Eu tinha tempo livre.

Eu já tinha me ligado que eu gosto mesmo é de me fuder. Eu gosto mesmo quando eu tô cheia de trabalho, reclamando de falta de tempo, me atropelando nas coisas pra poder entregar. Era assim que eu gostava mesmo de viver, e nem percebia. Quando eu me vi sem essa pressa, me senti vazia. Logo eu que tava numa vibe tão de viver mais e trabalhar menos, não percebi que estava sendo engolida pela minha correria do dia a dia. E o mais difícil, não percebi que eu gostava mesmo disso.

E também percebi que quanto mais tempo eu tenho para fazer as coisas, mais tempo eu levo pra fazer. A boa e velha procrastinação. E no tempo livre que eu tenho, ao invés de aproveitar pra resolver minhas coisas do dia a dia, eu estava “gastando” pensando no que eu poderia e deveria fazer, ao invés de estar efetivamente fazendo. É louco isso? É um pouco. Mas é algo de quem sempre tem muito o que fazer e não se dá o luxo de simplesmente parar.

Aí eu levei esse assunto pra terapia, essa minha angústia por não ter grandes responsabilidades a cumprir. Então ele me disse algo bem importante: às vezes nós temos que armar a rede e ficar sem fazer nada mesmo. E que não importa se é num domingo ou numa quarta-feira. O que importa é não se julgar e nem se culpar por não ter nada a fazer. Ou por deixar pra depois o que tem que ser feito. Precisamos de momentos de ócio. Seja no meio da correria, seja por não ter o que correr. Precisamos parar um pouco.

E eu, que levando a vida de freela tava achando que tava de boa com meu ritmo, não percebi que não estava e que preciso mesmo de momentos assim, sem fazer nada. Seja pra meditar, seja pra dormir, seja pra pensar, seja pra não pensar. Momentos sem fazer nada. Momentos meus comigo mesma. Momentos de armar a rede. E precisamos aproveitar mesmo esses momentos, porque a calmaria sempre passa. E quando a gente vê, estamos tendo que cavar no meio da correria esses momentos de novo. Então, vamos aproveitar. De verdade.

Essa é a minha mensagem pra gente começar a semana pensando no nosso ritmo de vida e de trabalho, e em quantas vezes a gente arma a rede de verdade. Boa semana!


como fazer um quadro com pregos e linha


quadro-de-pregos-e-linha-5Teve uma época que esses quadros feitos com preto e linha estavam na moda, eu acho. Eu via em todo lugar, e às vezes custando os olhos da cara. Eu gosto dessa estética dele, meio bagunçada pelas linhas, meio rústica pelos pregos. E faz tempo que está na minha lista de coisas que mais vale fazer do que comprar. Não só o valer pela grana, mas porque é tão gostoso de construir. Desde pensar que tipo de desenho poderia ficar bom nessa estética, fazer o esboço, pregar prego por prego (e às vezes o dedo), e então ir traçando as linhas. É uma verdadeira terapia. E quando a gente vê pronto dá um orgulho danado. :) Eu já tinha feito um de coração pra minha amiga amada Ju do Pitadinha e dessa vez fiz um sol maior, também para presente. quadro-de-pregos-e-linha quadro-de-pregos-e-linha-3Pra fazer o quadro não precisa de muita coisa, além de uma superfície de madeira que vai ser a base, pregos pequenos, uma linha da cor que você escolher, martelo, tesoura, papel e lápis. O primeiro passo é desenhar o molde do que você vai querer fazer. Eu escolhi um sol e visualizei que ele teria duas etapas separadas, o meio e os raios. Escolhi deixar um espaço entre esses dois pra destacar mais os raios, sabe?

Então peguei um prato redondo como molde pra fazer o meio usei todas as minhas habilidades mágicas pra fazer um círculo perfeito e depois fiz outro por fora acompanhando um pouco maior e dividi o círculo em 4, pra facilitar o desenho dos raios e ficar um pouco mais simétrico. Mas aqui a vibe nem é ficar perfeitinho, tá? É natural ficar mais rústico mesmo. O que é ótimo pra mim, que não tenho paciência pra perfeccionismo hehehe :P quadro-de-pregos-e-linha-7 quadro-de-pregos-e-linha-6Depois é só recortar o molde, colocar em cima da madeira e começar a bater os pregos. Você pode usar uma fita dupla face (ou fazer aquela gambiarra com uma crepe) pra ajudar a fixar o molde. Ou então, você já bate uns pregos nos pontos opostos pra segurar enquanto você vai fixando o restante. A ideia é bater os pregos em cima do molde mesmo, ou bem pertinho dele, porque depois você vai rasgar o papel e ficar só com os preguinhos mesmo.

Aí depois é a brincadeira com a linha, a parte mais freestyle da atividade. Você faz um nó pequeno e reforçado pra começar e então vai deixando a linha te levar, linha leva eu. As dicas que eu deixo pra essa etapa é, primeiro, fazer um “contorno”. Então é ir passando a linha pra demarcar bem o desenho nas arestas, antes de começar o modo aleatório de ligar os pontos. Outra dica importante é você dar uma voltinha nos pregos, e não simplesmente apoiar a linha neles. Porque se um escapulir você vai perder um monte de pontos que fez antes. Fica mais firme, mais legal e é mais prático dar essas voltinhas. Você não precisa necessariamente dar em todos, você vai sentindo. Mas é bom ficar alerta pra não perder trabalho por besteira. :)

Então é só ir espalhando a linha, procurando os pontos opostos e tentar cobrir todo o desenho de forma que ele fique bem preenchido e marcado. No final, ainda fiz novamente o caminho das arestas do começo, pra ficar mais marcado ainda, e deu uma diferença boa do que estava. Vale testar no seu desenho também.quadro-de-pregos-e-linha-4Como essa madeira que eu usei era grande, aproveitei pra colocar dois desses mini blinder clips que colei com aquelas fitas dupla face 3M transparentes, para os presenteados escolherem se querem botar uma foto ou usar como porta recados. Ficou legal, né? :)quadro-de-pregos-e-linha-2O resultado final tá aí, gostaram? Eu adorei e espero que os presenteados também gostem muito. Eles são meus terapeutas e me ensinaram a visualizar um sol de energia acima de mim e também dentro de mim, que me deixa brilhar e com a mais alta vibração. Então, nada melhor do que presentear a casa nova deles com algo que eles plantaram em mim de forma tão positiva.

Convido vocês a conhecer o trabalho de Lula de Oliveira e Lorena Moura, do Caminho Simples. Eles oferecem diversos tipos de terapias e fazem atendimentos presenciais e online também. Fiz Leitura de Aura, curso de Consciência dos Chakras, faço terapia e vou participar do grupo Perséfone, de Iniciação ao Feminino que vai abrir em breve. O caminho do autoconhecimento está sendo uma trajetória linda pra mim, e tem me feito uma pessoa melhor pra mim e para o meu redor. E eu sou bem grata por isso. <3


8 motivos para usar o coletor menstrual


Desde fevereiro deste ano que eu uso o famoso copinho, o coletor menstrual, e minha vida passou por uma revolução. No começo, eu fiquei me sentindo uma vendedora de Herbalife ou coisa assim, meio que catequizando as pessoas, meio monotemática, era um tal de “Oi Terra, bom dia!” e eu “Bom dia miga cê usa o coletor menstrual porque olha senta aqui…”. E a cada ciclo, ou cada vez que eu vou fazer feira e reparo que a gôndola de absorventes (e de desodorantes!) não me pertence mais, eu tenho vontade de contar pra mais gente sobre como incrível é o copinho.

Então, reuni aqui alguns bons motivos pra você mulher maravilhosa, usar o coletor menstrual.

coletor-menstrual

1. Intimidade com seu próprio corpo

Quando eu vou falar sobre o coletor menstrual, algumas mulheres fazem cara feia sobre “ter que pegar o sangue”, “ter que enfiar a mão” e essas coisas. Então vamos lá. Primeiro, seu sangue não é sujo. Não faz cara feia, amiga. Não vem com “eca” pra algo que é natural seu, é sagrado, é real. Você sabia que o sangue não tem cheiro? Pois é. Aquele “fedor de menstruação” que você sente é culpa do absorvente, que faz o sangue entrar em contato com o oxigênio e ainda abafa geral lá embaixo. O que dá o cheiro é isso. O sangue no copinho não tem cheiro. Pode tirar e levar direito ao nariz, sem nojinho, que tem cheiro de nada.

Não tenha vergonha/ medo/ nojo/ dúvida de se tocar. Algumas mulheres não se tocam mais do que na hora de esfregar o sabonete ou de passar o papel pra se limpar. Tem que se tocar, miga. Tem que se conhecer. Tem que se dar prazer, mas aí é assunto pra outra conversa. ;) Quando você se toca para colocar o copinho coletor você aprende mais sobre o seu corpo e esse tabu de vagina/ buceta/ ppk/ menstruação vai se dissolvendo até sumir.

Além disso, você começa a conhecer melhor o seu fluxo, sabia? Já ouvi de gente que diz que não tem coragem de usar o copinho porque só usa absorvente noturno e que o fluxo vai encher rapidamente e tal… Gente, não apavora. Faz o teste primeiro. Mesmo que você faça o teste com absorvente também, pra garantir. Mas é um momento de descobrir o real volume seu fluxo, e que ele pode não ser tão grande quanto você imagina… Quando ele espalha no absorvente parece ser um rio, né? No copinho é outra coisa. Vai por mim.

2. Economia

Você já fez as contas de quanto gasta com absorvente? Bem, eu fiz uma conta de padaria. A cada mês eu gastava uns 2 pacotes de absorvente que custavam em média R$6 cada um. Em um ano, eu gastava em média R$144 reais em absorvente, fora quando precisava comprar um OB pra ir à praia, aqueles que a gente distribui pras amigas, enfim. Pode parecer pouco, mas quando você compra um copinho que custa em média R$80 e pode durar entre 5 e 10 anos, você entende o tamanho da economia, né?

3. Conforto

Minha gente, tem coisa mais incômoda do que absorvente? Sério mesmo. Não interessa se é fino, com abas, sem abas, anatômico, não rola. São dias seguidos que você passa com aquele incômodo no meio das pernas. Percebi que às vezes a gente até acostuma, mas quando tira você vê o real incômodo que sentia. Você não sente quando está usando o coletor. Sério. Às vezes eu tenho que ir no banheiro dar um check pra saber se eu realmente coloquei o copinho antes de sair de casa, de tão anatômico que ele é. Além do conforto pra usar um biquíni, pra dormir sem calcinha, pra usar rouba sem se preocupar se tá marcando o absorvente, nada disso!

4. Praticidade

Praticidade é a palavra de quem não tem tempo a perder, né? Então nada de ter que ficar indo no banheiro de instante em instante pra trocar o absorvente. Você pode passar até 12h com o coletor, dependendo do seu fluxo. E se precisar tirar é só higienizar bem as mãos, tira o copinho, esvazia, lava com água e sabão neutro e pronto, tá ótimo pra botar de novo. Aí a cada ciclo você pode ferver ele numa panelinha esmaltada, ou até no meio do ciclo se você quiser.

Também é super prático fazer xixi sem sangue, né? Aqui pra nós. E com o copinho o sangue fica presinho lá de boas. Sabe quando você tá na rua e não tem papel no banheiro, então você dá aqueles pulinhos e veste a calcinha? Menstruada não rola, né? Mas com copinho rola! Você pode fazer seu xixizinho em paz, limpar com o papel normalmente (se tiver) e pronto! Quantas vezes você precisar até a hora de tirar o copinho pra esvaziar e higienizar.

5. Higiene

Algumas mulheres que têm nojinho do contato com seu próprio sangue, não sabem que sujo mesmo é o tal do absorvente com seu sangue exposto, seus odores e aquilo tudo.O copinho é feito 100% de silicone e fica totalmente dentro do canal vaginal. Ele é muito limpo e a manutenção desta limpeza é super fácil (água e sabão neutro cada vez que tirar e ferver por 5 minutos em panela esmaltada no início e no final de cada ciclo).

6. Saúde

Bem, como eu já disse ali em cima, não tem isso de sangue exposto, de abafar a vagina, nada disso. O coletor é bem mais higiênico que o absorvente. As bactérias gostam de se proliferar em lugares úmidos e quentes, ou seja, seu próprio absorvente.  A maioria das mulheres que têm recorrência de candidíase e outras doenças causadas por fungos e bactérias, podem se beneficiar com o uso do copinho na sua prevenção.

7. Meio ambiente

Além de todo benefício pessoal, também está em tempo de pensar no planeta, né? Já pensaram na quantidade de lixo que geramos com os absorventes? Pois é. E eles demoram mais de 100 anos pra se decompor na natureza. Agora pensa nessa quantidade de mulher menstruando, trocando absorvente umas 10x por dia, e jogando (além de dinheiro) muita sujeira na natureza. O copinho é reutilizável e pode durar de 5 a 10 anos! Faz as contas aí de quantos absorventes tu não vai jogar no lixo e vai somando aí na tua matemática das vantagens.

Ah, e sabe uma coisa massa? Mas aí é pro meio ambiente na nossa casa, do nosso jardim hehehe :P O sangue é um fertilizante natural para as plantas! Então, se você quiser, pode despejar o conteúdo do seu copinho na suas plantas e ver como elas vão ganhando um up, ficando mais vistosas e felizes. Pois é, nosso sangue é sagrado e carregado de vida, meninas. :)

8. Liberdade

Pois é, migas. A verdade é que a sensação é de liberdade. De botar biquíni, de praticar esportes, de ficar só de calcinha ou sem ela, de não ter que andar com absorvente pra cima e pra baixo como uma muleta, de ter que ficar caçando aquele banheiro maneiro toda hora, de ter que ficar indo na farmácia comprar absorvente, ter sempre um em cada bolsa e um estoque em casa ou no trabalho, enfim… É a liberdade em sua diferentes facetas. Inclusive, a liberdade de conhecer o seu corpo, de falar sobre ele, de entrar com os dois pés na luta contra a menstruação como tabu. Vamos ser mais livres. <3

Claro que tudo tem seus prós e seus contras, né? Nada é 100% flores. Eu já tive amigas que não se adaptaram ao copinho nem a pau, que ficaram incomodadas, que sentiram cólicas, que disseram que sempre vaza, enfim. Nunca será para todas, infelizmente. Mas vale experimentar. Vale o teste. Vale insistir um pouco mesmo quando tiver dando errado. Os benefícios são muitos!

Procurem mais na internet sobre os coletores menstruais, vejam detalhes de como botar, de como tirar (tem gente que se desespera por não conseguir tirar o vácuo e acha que o copinho tá preso), da possibilidade de cortar a haste para ficar mais confortável, de como saber se fez o vácuo, se vazar, enfim. Leiam mais, procurem outra opiniões, mas não deixem de testar vocês próprias. Vale o investimento de R$80 ou R$90 reais para um teste que pode mudar a sua vida, sem exageros.

Para quem é do Recife, eu comprei o meu no Copinho de Lua, com a querida e atenciosa Scharlene Guedes. Que além de entregar gratuitamente em alguns lugares da cidade, também compartilha informações, presta suporte e é uma simpatia de mulher. Dessas que sentem o maior prazer em ver as outras mulheres se empoderando.

E vocês, querem compartilhar suas experiências e observações sobre o copinho? :)



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