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um pouco do sentimento de viajar sozinha


viajar sozinha(Em Recife, embarcando pra Santiago)

É impossível definir o que significa fazer uma viagem sozinha. Com 17 anos eu passei 2 meses estudando em Londres, e fiz muitas descobertas nesse período. Mas foi uma viagem de intercâmbio, ficando em casa de família e com uma ideia mais “planejada” do que fazer por lá. Além de todas as limitações da (falta de) idade. Eu já fui algumas vezes sozinha pro Rio e pra São Paulo, mas sempre pra encontrar alguém, algo meio certo do que fazer. Então, por vários motivos, eu posso dizer que essa foi a minha primeira viagem sozinha.

costanera center(Vista do Costanera Center, o prédio mais alto da América Latina. Em Santiago.)

O planejamento é massa.

Eu abri um monte de blog de viagem, li um monte de review no TripAdvisor, Booking, pedi dica aos amigos que já fizeram os roteiros, cascavilhei Google Maps, fiz planilha, mapa, um monte de coisa. Pedi a opinião de algumas pessoas mas, no fim das contas, decidi tudo sozinha. E isso consegue ser bom e ruim ao mesmo tempo. Algumas vezes eu só queria relaxar e pensar que alguém estava tomando conta da minha rota hahaha Mas é muito bom escolher fazer o que quer, quando quer, do jeito que quer.

A dica que eu deixo aqui é: não planeje tanto. Eu só tinha 22 dias, 3 países e um monte de medo das coisas darem errado. Então saí agendando tudo aqui do Brasil mesmo. Passagens, hospedagens, tickets principais (tipo Lollapalooza, tour Salar de Uyuni e Machipicchu). E quando eu tava na estrada eu vi que às vezes queria mudar um pouco do planejado e não podia. Bem como vi que algumas coisas a gente só descobre estando no lugar.

Por exemplo, eu queria fazer a Inca Trail, que é um hiking de 4 dias até Machupicchu, mas não sabia que tinha que agendar com 6 meses de antecedência. Aí fiquei bem frustrada quando vi que não tinha mais. O que eu não saquei daqui é que tem várias outras opções desse tipo de trilha (Salkantay Trek, Jungle Trail, e até os caminhos independentes), de diferentes dificuldades, duração, e envolvendo hiking, bike, rafting e outras modalidades. Aí, sem essa informação, eu agendei o trem (Inca Rail, por onde agendei, ou Peru Rail). A versão mais cara e mais careta de chegar até Machupicchu.

Além de que eu li em algum blog que eu precisava comprar logo meus ingressos pra Machupicchu porque se não corria o risco de não entrar no parque. E realmente quando fui comprar o calendário do site oficial (esse link aqui) dizia que para fazer Machipicchu + Huayna Picchu eu tava comprando o ÚLTIMO ticket do período que eu ia passar lá. Então pensei: PORRA, ERA PRA SER MEU! Outro motivo para sair feio doida agendando tudo, com medo de ficar sem fazer algo no meio do caminho. Só que quando cheguei em Cusco fiquei sabendo que é bem fácil agendar a ida pra Machupicchu por lá, que tem essas trilhas diferentes e que as coisas são mais fáceis do que eu imaginava.

No fim das contas, foi até bom ter ido de trem, pela quantidade de tempo que eu tinha. Então eu pude curtir mais Cusco foi uma delícia. Mas a dica de tentar planejar menos e deixar mais espaço pra resolver in loco ainda é válida.

salar de uyuni(A turma massa que se formou no tour do Atacama pro Salar de Uyuni.)

Você só fica sozinho se quiser. E você vai querer.

Claro que isso depende muito da pessoa, mas eu acho que a gente só fica sozinho quando realmente quer. Se tiver um mínimo de vontade de socializar, é bem fácil achar com quem conversar, comer, tomar uma cerveja, dançar, passear. Especialmente se você fica em hostel. Aí sim é quase impossível você ficar sozinho, só se esforçando muito. Mas posso garantir que se você tem medo de viajar sozinho, a solidão não será o seu pior castigo. Você vai ter várias companhias, vai conhecer várias pessoas, e talvez o difícil seja se despedir delas depois de poucos dias.

Mas, ainda assim, tente ficar sozinho. A gente quebra vários tabus que construímos ao longo da vida, especialmente sendo mulher. Sair pra comer sozinha, beber sozinha, dançar sozinha, fazer nada sozinha. É massa, especialmente estando num lugar diferente. Eu já moro sozinha e essa minha independência é algo que existe dentro de mim acho que desde sempre. Mas quando estive fora meus sentidos estavam mais aguçados, e agradeci muitas vezes por não ter ninguém do meu lado. Assim, pude ter meu tempo para absorver o que via, o que cheirava, o que pegava, o que comia, o que ouvia. Tudo. Aproveite, já que quando você está na sua rotina, na sua cidade, as coisas ao seu redor já te fazem uma companhia muito confortável. Então a dica é para você não tentar se manter ocupado o tempo todo para “passar essa solidão”. Aproveite. Você vai sentir falta de momentos de você com você mesmo.

casillero-del-diablo(Casillero Del Diablo, na vinícula Concha Y Toro, em Santiago.)

Seus demônios vão aparecer. Mas eles podem ser bonzinhos.

Cabeça vazia é oficina do diabo, dizem. E eu tenho que concordar. E apesar de achar que é quase impossível ficar com a cabeça vazia quando você está descobrindo um lugar novo, alguns dos seus demônios internos vão dar as caras. O medo, a insegurança, as armadilhas de “o que será que está acontecendo na minha ausência”, entre tantas outras coisas. Mas oh, o bom de saber que eles vão aparecer é que você pode deixar eles entrarem, chamar pra tomar um pisco sour ou uma taça de vinho e dizer que eles não te assustam. Que você está fazendo essa viagem sozinha não para combater essas questões, mas para aprender a ter uma vivência mais plena junto delas. Ninguém vive sem medo, sem dúvidas, sem um pingo de ansiedade. Então, já que é pra existir, que seja em paz esse convívio.

pau de selfie 2(Outros viajantes solitários curtindo seu pau de selfie, em Ollantaytambo.)

Vai ter pau de selfie sim.

Você pode achar ridículo, pode rir dos outros, pode ter vergonha, mas a real é que o pau de selfie é massa. Eu comprei um pra essa viagem e, enquanto eu tive celular (meu celular quebrou no meio da viagem, mas isso é assunto pra outro post), eu curti bem as fotos com o pau de selfie. É massa sair na foto sem aquele cabeção em primeiro plano. Além disso, ele pode ser uma mão na roda pra fotos em vistas panorâmicas e vários usos diferentes que você só descobre quando perde a vergonha de sair testando ele no meio da rua.pau de selfie 1(Eu curtindo meu pau de selfie no Cerro San Cristóbal, em Santiago.)

ponte inca machupicchu(Pedaço da trilha pra Ponte Inca, em Machupicchu.)

O seu caminho é você que traça.

Isso que eu digo é no dia a dia, além do planejamento da viagem. Por exemplo, eu fui trocar dinheiro em Santiago e resolvi sair andando por uma rua que achei interessante. Quando vi, tava na Plaza de Armas. Aí decidi que ia na Catedral, depois entrei no Museu Histórico Nacional e passei um tempão ouvindo a história do Chile. É massa ir seguindo o que você tá afim, ir mudando de ideia no meio do caminho, sem precisar esperar ninguém, consultar, ou andar agarrado feito corda de caranguejo. É você por sua conta.

Eu tava em Lima e resolvi que ia em busca de uma sobremesa tradicional do Peru. Andando no centro, passei por uma loja cheia de barril de chopp e de cerveja peruana artesanal na torneira. Claro que parei e que fiquei conversando sobre toda a produção de cerveja local com o garçon por um bom tempo. É o tipo de coisa que é bem mais fácil fazer quando se está sozinho.craft beer revolution(Espaço de cerveja artesanal peruana, em Lima.)

cusco(A vida acontecendo ao redor de um sítio arqueológico em Cusco)

Ter um diário é massa.

São muitas experiências novas o tempo todo, então especialmente se a sua viagem for longa ou se a sua cabeça não for muito boa (como é o meu caso), manter um diário é massa. No começo eu tava fazendo uns relatos em áudio no Whatsapp, pra mim mesma. Eu fiz um grupo com mais uma pessoa, e excluí a pessoa. Assim, eu tenho um “grupo” só comigo. Fiz isso a princípio pra gravar meus sonhos quando eu acordava, pra não me esquecer. Mas tem esse uso massa pra viagem também. Se for fazer isso, sugiro áudios curtos e, depois deles, tu escreve sobre o que foi e coloca uma setinha pra cima, por exemplo. Assim tu não se perde neles. Mas como fiquei sem celular, comprei um caderno e fui pro modo analógico. E foi beeem mais massa.

Que eu amo escrever não é nenhuma mentira, néam. Mas eu estou sempre escrevendo para os outros. Na real, eu sempre escrevi muito pra mim. Mas com o passar do tempo fui perdendo esse costume e comecei a escrever só para os outros. Sejam cartas, e-mails, bilhetes, textões, posts. Eu estava sempre escrevendo para compartilhar. O que eu sinto, o que eu vivo, o que eu acredito. E manter um diário escrevendo só pra mim foi um grande exercício de terapia e uma poderosa ferramenta de autoconhecimento. Inclusive, é algo que pretendo manter independente da viagem. É bem engrandecedor. Não é só escrever o que você fez no dia, mas como se sentiu, o que pensou quando viu algo, o que sentiu quando conheceu alguém, o que tá se passando enquanto você está escrevendo. Transformar esse diário num livro de sensações é bem mágico.

cusco cartazes(Cartazes de protesto em Cusco)

Experimente um tempo off.

Quando eu tava planejando a viagem, sabia que ia passar uns 3 dias sem sinal no caminho do Atacama pro Salar de Uyuni. Antes disso, tava falando direto com a galera daqui, amigos, família, namorado, fazendo posts no Instagram. Especialmente porque eu montei todo um esquema de guarda dos meus bichos, com o boy e mais amigos maravilhosos junto a um calendário com duas visitas por dia pra cuidar deles. Então eu também queria saber das notícias e tudo.

O que eu não sabia era que meu celular ia quebrar e eu ia ficar a maior parte da viagem sem contato com ninguém daqui, sem as notícias daqui, sem nada. A princípio eu tentei ver isso como uma mensagem para que eu me desconectasse. Mas, na verdade, era sobre estabelecer outras conexões. Não era só sobre o contato com as pessoas daqui, mas era sobre não abaixar a cabeça pra ficar vendo mapa, ou ter que falar com as pessoas até pra perguntar a hora. Você vive uma nova experiência. Difícil, claro. Mas bem enriquecedora. Então acho que vale experimentar, por vontade própria, se desconectar um pouco.

Eu não sei se consigo fazer uma lista de coisas que são massa em viajar sozinha. Ou de coisas que são difíceis, afinal, não são apenas flores. Mas acho que esse post é um bom começo. Eu tava aqui pensando em como começar a escrever sobre a viagem, se começava do começo, do final, de que parte. Então resolvi me aproveitar da primeira dica e ir fazendo sem planejamento.

Se você está esperando um roteiro da minha viagem, acho que não vai encontrar por aqui. Vou escrever alguns posts compartilhando um pouco do que vivi nesses 22 dias entre Chile, Bolívia e Peru. Mas não espere muito sobre custos, tempo, locais, horários, detalhes. Eu até posso colocar isso em alguns pontos pra dar essa força, mas meus relatos de viagem vão além disso. Ao menos, é o que eu espero.

Ah, e lembre-se: você nunca está sozinho, você está acompanhado de você mesmo. Seja uma boa e tolerante companhia, seja gentil e paciente com você. E lembre-se de agradecer sempre por ter você por perto e presente. É fundamental.lima de bici(Eu pedalando em Lima.)

No meu Instagram eu vou compartilhar algumas outras coisas com a hashtag #aresdaterra pra quem quiser acompanhar. Tem algumas coisas já, do momento que eu ainda tinha celular na viagem hahaha :P Agora vai ser só na retrospectiva. ;)

E se tiver algo que você queira saber mais específico, alguma dica para os próximos posts, comenta aqui. Vai ajudar na construção desse conteúdo. :D

Até a próxima parada. :*

pisco(Eu e o pisco, o pisco e eu, em um caso de amor durante toda a viagem.)


qual o limite entre o pessoal e o profissional?


vida completaDesde que criei esse blog que eu digo que ele é pra tudo, menos pra trabalho. Não é um blog de culinária, de decoração, de viagem nem de reflexões aleatórias. Sempre disse que é minha terapia, um blog sobre a vida. Mas, em que parte da minha vida eu coloquei o trabalho do lado de fora?

O nome do blog já é isso: Ideias de Fim de Semana. Eu criei quando trabalhava em agência de publicidade e era “paga pra ter ideias” durante a semana toda. Então, pra fugir um pouco disso, coloquei que aqui seria o meu espaço para ter as ideias além do trabalho. Fazia sentido pra mim, afinal, eu me enquadrava bem no padrão “trabalhar durante a semana, viver depois do expediente.”.

Mas a real é que eu venho tentando desconstruir isso faz um tempo, e meus processos terapêuticos e de autoconhecimento estão me ajudando muito nisso. Desde que comecei a empreender, que abri uma agência, que tentei fazer de tudo pra mesclar meus “dois mundos”, mas não funcionou. Então só consegui fazer isso mesmo virando freelancer, e isso já já faz dois anos. Tá passando tão rápido! :) Pois é. Tem dois anos que eu não separo tanto o pessoal e o profissional, que eu cuido de mim e da minha vida como um todo. Se eu (nós todos, na verdade) somos uma parte do todo (universo), então porque eu vou me separar de mim mesma? Não faz sentido.

Então, pensando nisso, aproveito pra fazer um convite em conjunto.

Pra quem não sabe bem o que eu faço da vida, além de ser dona de casa, mãe de bichos, gostar de comer e de cozinhar, de praia e de escrever, eu amo compartilhar conhecimento. Isso mesmo. Adoro dar aulas, palestras, conversar com a galera e repassar um pouco do que eu sei. Só de compartilhar aqui as receitas que eu invento, pratico e descubro, além de dar dicas de coisas que eu faço e gosto, acho que já dá pra ver que eu gosto mesmo, né? :)

Além disso, eu adoro falar sobre comunicação digital. Eu trabalho (entre outras coisas) com Planejamento de Comunicação Digital, então falar sobre estratégia, conteúdo e relacionamento entre pessoas e marcas nos ambientes digitais é algo que me encanta. É um universo que mistura bem isso de “pessoal com profissional”, e que tem me trazido muito material interessante sobre comunicação, criatividade e empreendedorismo.

Então venho aqui convidar vocês para se cadastrarem no meu mailling, onde eu envio uma vez por semana (nem toda semana, confesso) um conteúdo sobre comunicação digital. São algumas dicas que pra mim são básicas, mas que pra outras pessoas pode fazer grande diferença na forma de se comunicar e se relacionar com seu público, seus clientes. Se inscreve aqui nesse link.

Nesse vídeo aqui eu explico mais ou menos como surgiu essa ideia de compartilhar conhecimento, e também falo sobre um dos meus formatos de trabalho, caso alguém se interesse. :)

Bem, dito isso e feito o convite, venho fazer outro convite haha :)

Eu estou embarcando na minha primeira viagem sozinha. Sim, já fiz algumas viagens sozinha, mas estou considerando essa a primeira porque é a primeira vez que eu estou planejando tudo sozinha, indo pra lugares que eu nunca fui, sem planejar encontrar com ninguém, enfim, será uma viagem pra fora com um mergulho pra dentro.

E como isso de compartilhar está dentro de mim, eu pretendo publicar algumas coisas no meu Instagram (quando tiver com sinal e com vontade haha) para quem quiser acompanhar. :) Também vou usar a hashtag #AresDaTerra pra quem quiser acompanhar por ela. Afinal, é em busca de respirar que eu estou indo. Não vou levar computador, então estarei mais ou menos off durante esses 20 dias de viagem, o que faz parte dos planos. De toda forma, fica o convite para acompanhar o que aparecer por aí. :)

Bem, feitos os convites, aguardo vocês e até a volta! :D


três receitas rapidinhas com aveia


Eu adoro aveia. Sempre tem aveia lá em casa, seja pra colocar por cima do mamão com mel, seja pra fazer alguma receitinha. A verdade é que às vezes bate uma vontade de comer alguma coisa doce e só tem mesmo um pouco de aveia na dispensa e um pouco de leite ou, se der sorte, uma banana na geladeira. Sim sim, eu não tenho maturidade pra ter chocolate, biscoito, leite condensado, bolo, nada disso em casa. Se eu tiver, passo a não ter mais em poucos minutos, sem exagero.

Então pra garantir que na hora do aperto eu vou correr pra algo menos nocivo, eu mantenho sempre um pouco de aveia e também de cacau em pó, já que achocolatado também não rola de ter. :P Aí separei aqui três receitas bem facinhas que eu fiz em casa, nesses dias que bate a vontade do doce. E elas servem de café da manhã, de lanche, de jantar ou do que você quiser, afinal, sua fome, suas regras. :P

● Panqueca estilo americana de aveia com banana

Panqueca de aveia com bananaEu adoro panqueca! Mas essas estilo “americana” que são mais fofinhas, eu quase nunca faço. Geralmente é porque em casa não tem fermento, ou então ele está vencido hahaha :P Eu sou muito ruim de fazer bolo, então geralmente compro pra uma receita específica aí quando vou fazer outra ele já venceu e pronto, os bichinho tão tudo morto. Inclusive, nessa panqueca aí da foto o fermento já tava vencido fazia uns dias, mas acho que eles resistiram um pouco mais hahaha :P

5 colheres de sopa de aveia

4 colheres de sopa de leite

2 ovos

1 banana amassada

1/2 colher de chá de fermento

1 colher de chá de acúcar (ou umas gotas de adoçante)

opcional (assim como todos os outros ingredientes, afinal, você não é obrigado a nada haha): canela e/ou cacau em pó.

Mistura tudo batendo levemente com um garfo, depois vai colocando porções numa frigideira untada (usei óleo de coco) e quente, com a ajuda de uma concha. Espera crescer, vira o lado, tira e pronto. Só servir com um pouco de mel e umas rodelas de banana por cima. Pode povilhar também canela e/ou cacau em pó.

 

● Papa de aveia

Papa de aveiaTem dias que eu tenho desejo de papa de aveia, sabia? E olhe que eu vim fazer a primeira vez nem tem tanto tempo… Sei lá porque! Mas a real é que sempre tem ao menos aveia e leite em casa, então a papa é certa.

1 copo americano de leite

4 colheres de sopa de aveia

Açúcar ou adoçante a gosto (há quem use leite condensado)

Canela para povilhar

Opcional: 1/2 banana amassada e 1/2 banana em rodelas.

Em fogo baixo mistura o leite, a aveia e o açúcar (e a banana amassada, se for usar) e vai mexendo com uma colher de pau sem parar. Quando começar a engrossar você vai dando o ponto. Eu prefiro mais molinha, então não espero começar a aparecer o fundo da panela, por exemplo. Lembra que quando ela começa a esfriar ela endurece rápido, tá? Aí é só despejar no prato, povilhar a canela por cima (e colocar as rodelas de banana, se for usar) e pronto. Pense num prazer que é ir comendo pelas beiradas. <3

 

● Bolo de caneca: aveia, banana e cacau.

Bolo de caneca de aveia, banana e cacauEu amo tomar café comendo algo doce, especialmente depois que eu aprendi a tomar café sem adicionar nenhum tipo de coisa pra adoçar. E como eu sou bem viciada em café, estou sempre passando uma xícara em casa enquanto trabalho e buscando alguma coisa docinha pra acompanhar. Esse bolo de caneca foi a perfeição pra esse dia.

1 banana amassada

2 colheres de sopa de aveia

1 colher de chá de fermento

1/2 colher de sopa de cacau em pó

1 clara

1 colher de sopa de leite

1 colher de sopa de açúcar mascavo

1 colher de chá de chia

óleo de coco para untar

canela para povilhar

Mistura todos os ingredientes e coloca numa caneca untada com óleo de coco e povilhada com canela, então é só levar ao microondas por 1 minuto e meio e pronto. Come quentinho tomando um café passado na hora. <3

 

Essas são três receitinhas super simples que eu faço no meio dos jobs. Um outro lado bom de trabalhar em casa, né? :) Acho que deu pra ver que em todas as fotos o computador aparece haha :P E pra acompanhar outras receitinhas e um pouco mais do que eu faço nessa vida louca vida, me segue lá no Instagram: @terrinha. :)

 


eu não sou vegetariana (ou, minha experiência sem comer bicho)


vegetariana naoAchei por bem começar logo cortando rótulo. Cada vez mais tenho dificuldade de me definir nas coisas, porque vou querer me definir por meus hábitos alimentares, né? Então digo logo que não sou, nunca fui e não sei se um dia virei a ser vegetariana. Dito isso, vou começar o post. :)

Lá em 2014 eu fiz um #DezembroSemCarne, onde me propus a passar um mês apenas sem comer carne vermelha. Por que? Porque eu quis, ué. Haha :P Quis experimentar e contei aqui nesse post como foi a experiência. Aí no ano passado, mais precisamente no dia 12 de setembro, eu estava almoçando nO Vegetariano, um dos meus restaurantes vegetarianos preferidos, e pensei: vou ficar um mês sem comer carne vermelha e frango, dessa vez. Aí pronto, lembrei que não tinha comido carne no café da manhã, tava almoçando no vegetariano e pensei: vou começar agora mesmo.

Então, como eu sou exibidjinha, tratei logo de compartilhar nas minhas redes sociais o meu novo desafio. Até porque eu tenho a ideia de que se eu falar pra mais gente vai ser mais fácil de manter o desafio e não me boicotar hahaha :P Foi quando Guilherme, meu amigo e responsável pelo restaurante vegano Flô de Jambo, resolveu lançar um desafio em cima do meu desafio: tira também o peixe e frutos do mar, e vem almoçar aqui no Flô de Jambo durante esse mês! Confesso que quando recebi a proposta foi fácil de aceitar, afinal, eu AMO a comida de lá e garantir um almoço maravilhoso e um cardápio variado pra esse mês restrito ia ser uma mão na roda pra mim. Claro que meu coração bateu forte quando pensei: um mês sem caranguejo! Mas segui firme e forte.

Aí me perguntam de novo: mas por que, Terrinha? Sem frescura, foi por mim. Não só pelos animais, não só pelo meio ambiente, não só pela economia orgânica, não só pelo consumo dos pequenos produtores, não só por essas coisas. Também, mas não só. Eu queria ver como o meu corpo ia reagir, queria experimentar. Eu já tento fazer um consumo mais “natureba” em algumas coisas, como produtos de limpeza, produtos de higiene que não testam em animais, cosméticos veganos, feira orgânica local, entre outras coisas. Mas queria experimentar tirar os bichos da alimentação e me observar.

Eu já estava num processo de comer menos carne vermelha. Em casa eu já não fazia mais. Aí comecei a comer muito frango, o que me fez enjoar também. Aí já tinha reduzido naturalmente meu consumo de carne vermelha e frango, e como peixe e frutos do mar não dá pra comer todo dia módi os preços, eu já tinha entrado numa vibe mais veggie sem nem perceber. Ao menos em casa, já que por conta disso eu aproveitava pra ser bem carnívora na hora de comer na rua. hehe :P

Apesar de que comecei a perceber que os meus pratos preferidos de alguns lugares já eram vegetarianos. Como o Falafel do Central, o Croissant Caprese do Castigliani, a esfirra vegetariana do saudoso Snaubar, o queijo coalho do Empório Sertanejo, entre outras coisas que facilitaram minha vida. :)

Confesso que não foi nada difícil passar um mês sem comer bichos. Não larguei ovo, queijo e nem derivados de leite, tá? Acho que isso deixa tudo mais fácil também. Mas achei que seria mais difícil pra mim. No segundo ou terceiro dia eu já comecei a sentir algumas coisas diferentes no corpo. Primeiro, meu intestino começou a funcionar. Eu tenho intestino preso desde que me entendo por gente. Fui aquela criança que tomou Almeida Prado 46, que não podia comer banana, que comia mamão e ameixa como se fosse remédio, e foi assim minha vida toda. Até que parei de comer bicho e ele começou a funcionar. Ganhou uma estrelinha.

Depois disso comecei a sentir que meu sono estava estranho. Eu tava acordando pra fazer xixi e não conseguia mais voltar a dormir. Eu acordava cedo e não conseguia dormir de novo. Só que eu comecei a reparar que não era porque meu corpo tava precisando descansar mais e eu não tava conseguindo, era exatamente o contrário. Meu corpo tava dizendo: bora, tá de boa, já tenho energia suficiente pra começar o dia. E o que restava era mais preguiça minha mesmo, hábito, vontade, não necessidade.

Bem, nós humanos gastamos a maior parte da nossa energia da digestão. E quando comemos carne (favor entender carne aqui como qualquer bicho), a digestão é ainda mais trabalhosa e demorada, ou seja, gastamos ainda mais energia pra transformar aquilo tudo em coco. E quando nossa digestão fica mais leve, sobra mais energia pra gente. Essa matemática de padaria também serviu para outras coisas. A meditação ficou mais fácil, a disposição durante o dia ficou melhor, fazer exercício tava mais animador, e depois que eu aprendi a lidar com o meu novo sono, até dormir ficou melhor.

Juntando um intestino que funciona melhor que nunca, meditação fluindo, sono saudável, nem preciso dizer que meu humor melhorou consideravelmente, né? Ainda bem, porque calhou de ser uma fase bem difícil da minha vida. Tomada de decisões, mudanças, tristezas, enfim. Ainda bem que aconteceu quando tinha que acontecer.

Além dos benefícios físico-psicológicos, entrar nessa dieta sem bicho me fez despertar outros sabores, conhecer outros lugares, testar outras receitas e ter outros assuntos com outras pessoas. Não foi uma experiência sobre o que eu como, sabe? Afinal, nunca é “só” sobre comida, porque o nosso alimento/ o que ingerimos, é a base de tudo na nossa vida. Claro, que isso na minha humilde opinião. Há quem viva numa dieta restrita total de alimentação e acredita nisso como a chave da vida, da espiritualidade e da iluminação. Mas, aqui pra nós, eu gosto muito de comida pra parar de comer. :P

Fiquei super feliz em receber o apoio de amigos e seguidores vegetarianos nessa minha empreitada. Mas, claro, nem tudo são flores. Ouvi umas coisas bem peculiares. O básico da família tradicional carnívora brasileira, perguntando o que é que eu ia comer agora e como eu ia me sustentar em pé. Hahaha :P Me coloquei um pouco na pele dos meus amigos vegetarianos que passam a vida toda respondendo a típica pergunta “e nem peixe?”, ou então tendo que dizer “eu como tudo, só não como bicho”. Tem horas que a gente quer desenhar, né? Pois é.

Ouvi também algo tipo “Por tudo que você faz pelos animais, por seu discurso de proteção, acho que você já devia ser vegetariana.”. Pera. Para tudo. Então quer dizer que se não for pra ser vegetariana é melhor nem resgatar gato de rua, porque né? É contraditório demais. Gente, por favor. Não vou chegar aqui pra dizer que é radicalismo ou não, quem sou eu pra julgar isso. Mas não me digam que eu devia ser vegetariana por gostar de bicho. O caminho é longo, as esferas são outras, e por mais que os pontos se toquem em algum lugar, ainda é outro ambiente pra mim. PRA MIM, tá? Desculpa.

Bem, as descobertas, gastronômicas ou não, foram muitas. O que foi de comer eu postei aqui na tag #terrinhavege no meu Instagram, se quiserem dar uma olhada.

Aí vem a pergunta: e então? Quando acabou o mês? Bem, a real é que eu não tive vontade nenhuma de voltar a comer carne. Nenhuma MESMO. E eu resolvi respeitar o meu organismo. Não demorou muito mais de uma semana depois desse mês pra eu correr pro meu caranguejo preferido da cidade, apesar do medo de passar mal. Deu tudo certo, meu organismo recebe bem que só esse bicho. hahaha :P Também comi marisco, aratu… Mas quando me perguntavam eu brincava dizendo que era “ovo-lacto-caranguejiana” já que caranguejo era o único bicho que eu tava comendo mesmo.

Quando viajei por umas praias do Rio Grande do Norte e da Paraíba em janeiro eu me peguei numa sinuca. O lugar que a gente foi, que era no meio do mangue e a gente chegou de barco, ou seja, não era só pedir a conta e ir embora, tinha caranguejo e marisco no cardápio. Mas tudo com MUITO coentro. Tipo, MUITO nível que eu não conseguia catar e comer. Eu não suporto coentro, acho que quem me conhece um pouco sabe disso. Foi quando eu comi peixe pela primeira vez, desde setembro. E eu resolvi sair dessa nóia.

Não quero o título de vegetariana. Eu gosto de comer carne. Eu amo comer bode. Eu gosto de comer peixe. Eu amo comer linguiça. Sim sim, eu amo os animais, a natureza, detesto o sistema de “produção” pra ter carne no prato. Mas eu acredito na redução de danos e no equilíbrio entre o que é bom pra mim e bom pro meio. Eu não como bicho, mas nesse meio tempo já comi um pedaço de bode no mercado, comi linguiça de bode, fiz carne de panela pro boy e comi um pouco, comi peixe dia desses, inclusive sushi, e vou caminhando e cantando e seguindo a canção.

Ah, e não tenta o argumento de “porque comer hambúrguer se tem hambúrguer vegetariano?!”. Gente, não. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Não é substituto. Até porque se for com esse ideal é bem fácil de ficar altamente frustrado. Esses dias comi um cachorro quente vegetariano no Orgânico 22 que foi uma das melhores coisas que comi nos últimos tempos. Mas não é pra comparar com cachorro quente de salsicha com bicho. É outra coisa, outro sabor, outra experiência. Pode ser melhor ou pior, a depender do seu paladar, mas é outra coisa e eu sugiro não comparar. :)

No final desse mês vou fazer uma viagem e passar 20 dias conhecendo lugares que eu nunca fui, outros países e culturas. Eu, que sou apaixonada por gastronomia, vou me privar de descobrir esses sabores? Não vou. Inclusive, já estou começando a inserir peixe e frutos do mar de novo na minha dieta, pro corpo ir se acostumando. Porque vou desbravar os mariscos do Pacífico em breve. Mas as opções de alimentação para os dias de estrada? Todas marcadas como dieta vegetariana. E é isso.

Minha experiência sem comer bicho foi e está sendo maravilhosa. Estou aprendendo muito comigo, com os outros e com os ambientes. E também estou aprendendo a não me julgar e nem me rotular. Acho que quando perguntarem se eu sou vegetariana eu vou responder “sou geminiana com ascendente em capricórnio e lua em câncer, pode ser?”. :P

E pra finalizar, um meme que me representa por aí. :Pmeme vegano



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