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marmita do dia: lagarto despedaçado


Eu acho que cada pessoa tem a sua receita de lagarto, menos eu. (Update: lagarto é um corte da carne bovina. Não estou comendo calango, ok?) A minha receita é uma mistureba entre a receita da minha mãe, com a receita do Larica Total, e com outras receitas que já vi pela internet. Dessa vez eu exagerei no tempo de panela de pressão, por isso ele ficou assim, despedaçado, feinho, mas não menos gostoso :)

Para fazer eu peguei a peça de lagarto, dei uma limpadinha no excesso de gordura, fiz um furo no meio para colocar uma linguiça mista e, com um garfo daqueles de churrasco, fiz uns furos para temperar com: sal, pimenta, shoyo, alho, louro, canela e um cálice de vodka (na falta de vinho ou wisky). Então coloquei ele num saco para marinar, e deixei na geladeira por mais ou menos uma hora. Se puder deixar de um dia pro outro é ainda melhor ;)

Então eu refoguei uma cebola em rodelas na panela de pressão, e quando ela já estava bem transparentezinha eu coloquei pra selar a carne (que nada mais é do que colocar a carne na panela quente, fazendo o “shhhhh” de cada um dos lados, pra ela fechar os poros e quando cozinhar ficar mais suculenta). Então é deixar ela dar uma assadinha na panela, completar com água, acertar o sal (eu acertei com shoyo) e deixar na pressão por 1h pelo menos. Aí é só tirar a carne, colocar numa assadeira e cozinhar as batatas no molho da carne que ficou na panela. Se estiver salgado é a hora de salvar :) Adicionei umas fatias de champignon e deixei o molho reduzir um pouco, fervendo e fervendo. Aí é só colocar o molho junto da carne e deixar no forno pra dar uma escurecidazinha na carne. Precisa de mais nada, só de um arrozinho branco e uma saladinha pra ficar perfeito :)

Ah, e preciso compartilhar com vocês a minha mais nova certeza: o sabonete de inox funciona. Sim, ele tira o cheio de tempero das mãos como que num passe de mágica. Eu já tinha visto um ovinho de inox em algumas lojas, mas sempre vi ele tão caro que nunca tive coragem de comprar. O post de Eden no Passinho tinha me encorajado, mas eu ainda não tinha parado para procurar. Então ontem, enquanto andava no Plaza, parei numa lojinha e encontrei esse por R$18,50 e decidi que por esse preço eu pagava pra ver. E o negócio funciona. É só esfregar ele na mão por uns 20 ou 30 segundinhos debaixo d’água, igualzinho a um sabonete, e pronto. O cheio vai embora pelo ralo. Façam esse investimentos, mestre cucas do dia-a-dia, que vale a pena ;)


marmita do dia: frango ao creme de milho


Tem coisa mais básica, simples e gostosa? Tá, tudo bem… Todas as minhas receitas são básicas e simples, mas esssa é sem dúvidas uma das mais mais de todas :P

Eu já falei que gosto de cozinhar com prazer. Por isso procuro cozinhar ouvindo música, bebericando alguma coisa, tuitando ou conversando com alguém. Ontem o escolhido para me assistir esquentando o bucho no fogão, enquanto tomava uma cervejinha comigo, foi Fred, meu queridissíssimo amigo. Conversamos, ele traduziu o postal que mandou pra mim da Holanda e que só chegou ontem, assistimos a coisas engraçadas na internet e conversamos ainda mais, porque é o que a gente faz de melhor quando estamos juntos. Conversar e rir :)

E de todo esse papo saiu um delicioso peito de frango ao creme de milho, feito da simples forma: temperei os peitos de frango com limão, sal, pimenta, uma levíssima pitada de cominho e salsa, e deixei na geladeira por +-1h. Fiz um creme de milho simplão, batendo no liquidificador 1 lata de milho no vapor, ou sem a água da lata, com meio copo de requeijão e uma caixinha de creme de leite. Então é refogar uma cebola na manteiga, jogar o creme e ir adicionando leite até ficar numa consistência entre creme e molho (precisa, hein?), e temperar com sal e pimenta. Aí é só colocar o frango numa assadeira, cobrir com o creme e, se precisar, fazer camadas de frango e creme, finalizando com creme e salpicando uma mussarela ralada, que pode ser substituída por qualquer outro queijo.

Aí é fazer um arroz branco (tirar uma onda colocando ele num pote reaproveitado de patê e desenformando no prato pra dar a chinfra) e se deliciar. Bom demais, hein? Quer mais fácil? Então vai lá passar meia hora fazendo a soma de 2 + 2… porque só assim, viu? hahahaha :P


marmita do dia: rocambole de carne moída


Eu digo que esse é o coringão das marmitas. É a coisa mais simples do mundo, e depois dele ninguém pode dizer que não sabe cozinhar. Não querer é beeem diferente de não saber ;) Esse rocambole é para aquele dia que você quer algo rápido, simples (como eu quero todos os dias), ou que você quer fazer para congelar e comer depois. Muitas vezes faço porções individuais dele, congelo e como durante a semana. É a praticidade em forma de rocambole :P

Algumas pessoas me pediram para fazer mais passo-a-passo das receitas, mas as minhas são sempre tão simples que dá até dó. Mas para mostrar que é simples mesmo, tá aí os detalhes do coringão. Primeiro você pega aquela carne moída de primeira, com menos gordura, e coloca numa bacia, aí é acreditar nos temperos. Antes, quando eu realmente não sabia fazer nada na cozinha, eu temperava a carne só com um pacote de sopa de cebola em pó e pronto. Mas quando comecei o meu processo de desintoxicação na cozinha, tirando todos esses temperos prontos, descobri como a sopa de cebola deixava o rocambole enjoativo.

Então eu joguei na bacia uma cebola ralada, sal, sal defumado, pimenta preta, salsa, canela, orégano e um pouco de aveia pra dar uma liga, mas você pode fazer com o que tiver em casa :) Depois de colocar a mão na massa e deixar a carne bem homogênea, é abrir para enrolar. Para rocamboles maiores, e que vão ser assados na hora, eu recomendo abrir num papel manteiga. Para rocamboles menores, porções diárias, para assar no outro dia ou para congelar, sugiro o papel filme, como eu fiz. Abri numa superfície que ele conseguisse aderir. O ideal era a minha falecida mesa de vidro, mas funcionou no tampo de granito. Aí é abrir a “massa” e preparar o recheio, que mais uma vez é com o que tiver em casa. Fiz muitas vezes com queijo, persunto e orégano, que minha irmã adora, mas o de hoje levou cenoura cozida no vapor e queijo mussarela com orégano povilhado. Aí é só enrolar, o que não dá pra descrever detalhadamente. Mas o que eu posso dizer é que você levanta a ponta que vai começar a enrolar, e com a ponta dos dedos amassa quando completar uma volta. Então é ir soltando do plástico/papel e ir enrolando e amassando de leve, só pra compactar.

Dica: Se for assar só no outro dia, como é o caso desse rocambole que fiz pra Paolo almoçar com nossa diarista, eu aconselho deixar ele cru, enrolado no plástico filme, para apurar o tempero. O meu, esse pequeno e pronto da foto, eu assei hoje mesmo, porque depois da foto ele pulou direto pra minha marmita :)

Aí é a parte mais difícil, que é colocar em forno pré-aquecido, coberto com papel alumínio e esperar :P O tempo varia de acordo com o tamanho do rocambole, mas sugiro colocar primeiro com o papel alumínio, e depois tirar para ele dourar. Difícil, né? O de hoje acompanha um arrozinho do marido, salada e uma batata de forno igualmente difícil de fazer :P Cortei as rodelas, joguei um molho branco por cima e priu, forno.

Agora por favor, não vai dizer por aí que só sabe fazer ovo frito, tá? :)


marmita do dia: couscous com preguiça


Eu gosto de cozinhar quando estou feliz. Gosto de cozinhar bebericando alguma coisa, ouvindo uma música, conversando com o amor ou os amigos, depende da situação. Gosto de cozinhar experimentando, sem preguiça, disposta. Mas ontem não foi um dia legal. Parece que bateu uma TPM fora de hora, e minha inquietação foi fora do comum. Como diz minha mãe em momentos de estresse: tava com vontade de correr na rua e me rasgar todinha.

Quando eu saí da agência as coisas começaram a melhorar. Peguei uma carona que eu não esperava, pra me deixar na parada de ônibus. O ônibus parou, mesmo com muita má vontade, fora da parada para que eu subisse. Eu fui sentada, e ele estava bem mais vazio do que eu esperava encontrar. Logo em seguida, coisa de duas ou três paradas depois que eu subi, Paolo me liga dizendo que está no trânsito, todo atrasado e acaba de desistir de ir pra aula de francês. O que fazemos? Paramos na Go! Temakeria pra terminar com nossos cupons do Peixe Urbano, comer bem, dar risadas juntos e relaxar.

As coisas estavam melhorando tanto que resolvi parar no supermercado pra comprar umas cervejinhas pra animar na cozinha. Mas o problema foi que eu demorei pra resolver cozinhar, e a preguiça bateu de novo. Com alguns pedaços de galinha descongelados e temperados, resolvi assar uma parte, e cozinhar outra para desfiar. Muita gente só compra peito de frango pra desfiar, mas gosto de fazer com coxa e sobrecoxa, que fica muito mais saboroso.

Com as sobrecoxas desfiadas grosseiramente, hidratei um pouco de couscous marroquino (ou grãos de sêmola, como preferir) numa água que fervi temperada com pimenta, sal, curry e páprica. Coloquei ainda um pouco do caldo que eu tinha cozinhado a galinha, pra dar um sabor especial. A proporção que eu fiz é de 3 copos de água pra 2 e meio de couscous, tá?

Enquanto hidratava, fiz um belo refogado de cebola, alho, pimentão vermelho e tomate, depois joguei o frango e temperei com pimenta, sal, uma pitada de cominho, outra de canela, outra de cúrcuma e uma reforçada no curry, sem exagerar. Então pronto, foi só misturar o couscous devidamente hidratado, mexer bem, mesmo depois que desligar o fogo, e finalizar com salsa e orégano. Um prato simples, rápido, leve, gostoso e que só precisa de uma saladinha pra ficar uma excelente refeição completa. Pode ser ainda um acompanhamento, mas eu fiz de prato único mesmo, por motivos já explicados :P

Couscous marroquino <3 Eu já tinha falado dele nesse post aqui, mas as fotos são tão ruins… A gente ainda não tinha a câmera de hoje :P



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