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risoto al funghi secchi


Começando a saga de receitas utilizando as minhas compras do Mercadão, fiz um simples risoto al funghi que me encantou. Algumas pessoas podem até achar, mas eu realmente não sou uma grande rainha da cozinha. Se eu sei cozinhar? Sim, sei. Como qualquer pessoa pode saber. Sim, qualquer pessoa. Claro que uns vão cozinhar melhor que outros, claro que uns tem mais facilidade, mais prazer, mais tato. Mas qualquer pessoa pode cozinhar suficientemente bem para se alimentar, e isso eu garanto. E eu sou assim. Cozinho pra me alimentar, e me contento com pouco. Não preciso comer a melhor comida da minha vida a cada dia, e muitas vezes o que eu quero é só o basicão Mas confesso que as vezes, com um pouco mais de boa vontade e um pouco menos de obrigatoriedade, acerto a mão e me surpreendo comigo mesma :) Geralmente é quando resolvo mudar um pouco o cardápio, e saio da rotina de cozinhar só pra comer.

Pra fazer esse risoto eu usei a mesma base com vinho tinto que eu já postei aqui, e só adicionei o parmesão, o funghi e um pouco da pimenta chili, que eu estava doida pra provar. E ficou uma delícia. O funghi eu deixei hidratar na água quente por uns 15 minutos, depois cortei em pedaços médios e misturei ao arroz, num momento entre o meio e o final do cozimento. Mais pro final eu coloquei queijo parmesão ralado na hora e pronto, estava perfeitinho para servir. Ainda ralei um pouco mais de parmesão no prato, mas a foto ficou mais bonita sem o queijo :P

O meu medo de não acertar essa receita era não saber o ponto de hidratação do funghi, nem muito seco, nem mole demais. E ainda saber o momento de colocá-lo no arroz. E ainda o arroz. Enfim, eu podia errar em diversos lugares, como é de costume pra mim… Mas essa noite acertei bem, e o meu primeiro risoto al funghi secchi ficou realmente uma delícia :)


cheesecake da salvação


Ontem as coisas não deram muito certo na cozinha… Eu estava afim de estrear a forma nova que eu comprei, dessas que sai o fundo, sabe? E a receita ideal era essa de cheesecake. Depois de preparar a massa, percebi que a forma da receita era consideravelmente menor que a minha, logo, eu tive que fazer mais meia receita de massa para terminar de cobrir o fundo e as laterais. O recheio também era pouco para a forma, mas eu não tinha outro pacote de cream cheese para fazer mais uma receita, logo, ficou uma torta fininha.

Então fui pré aquecer o forno, mas a anta aqui não viu que no fundo do forno tinham duas travessas, com tampas plásticas. Então imagina a desgraça do cheiro, derreteu as tampas, pingou o plástico no fogão, foi uma merda. A solução foi fazer a cheesecake com o forno um pouco aberto, assim não fica cheiro de plástico. E, pelo menos isso, deu certo.

O jantar seria frango crocante com gergelim, um arrozinho e uma saladinha. Nada mais simples né? Não em como errar. Mas eu consegui. A salada e o arroz ficaram muito apimentados. Não que eu tenha algum problema com isso, eu amo pimenta. Mas realmente perdi a mão.

Já que o frango é com gergelim, que tal misturar o preto e o branco pra ficar fofinho? Deu merda. O preto parece que desbota, “sujou” o frango e a travessa e acabou com a apresentação do prato. Ah, mas o frango vai no forno, e o forno tá com cheiro de plástico. Se ele funciona entreaberto com a cheesecake, vai funcionar com o frango. Não. O bicho demorou umas 2h pra poder ficar pronto. Porque além do plástico, o meu forno é péssimo.

Conseguimos jantar lá pra depois das 23h30 da noite. Tirando as coisas ruins, tava tudo bom. :P O frango ficou gostoso, apesar de feio. O molho adocicado que eu fiz com shoyo e mel temperado com cebolinha e um dente alho inteiro, salvou a extrema ardência do arroz e da salada. Mas a única coisa que realmente melhorou o meu humor foi a cheesecake, que ficou uma delícia, e a receita você pode ver aqui.

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risoto ao vinho tinto


Eu confesso que sempre que vou ao mercado, dou uma checada no preço do arroz arbório, mas sempre acho caro. É, pirangagem mesmo. Mas quando eu vi esse, originalmente italiano, numa boa promô, eu tive que comprar. Ele é fechado à vacuo e é uma delícia :)

Fiz a receitinha básica pra qualquer risoto. Troquei a cebola ralada pelo meu tempero caseiro, e refoguei bem na manteiga. Coloquei mais ou menos uma xícara de arroz arbório pra refogar junto e logo em seguida coloquei uma boa medida de vinho tinto. coisa de 1 xícara e meia ou duas. Deixei esquentar bem, sair todo o álcool e começar a cozinhar o arroz. Então fui adicionando conchas de caldo de legumes, que deve estar fervendo em fogo baixo. A cada concha fui mexendo devagar e esperando o caldo secar, até colocar a próxima. Fui jogando meus temepros, como pimenta e noz moscada. Já no fim do cozimento do arroz (eu fico tirando uns grãos pra ir vendo a consistência), você coloca a sua mistura. Eu coloquei pedaços de tomate cereja, palmito e um pouco de mussarela, mas achei que o sabor, e até a cor, do vinho tinto combinam mais com fungui ou shitake. Será o próximo :)


pão de queijo do paolo


Eu sou de família mineira, e dela herdei meu gosto pelo queijo, pelo feijão e por tudo mais que tinha na casa da minha avó, em Juiz de Fora, durante as férias. Ah, Dona Maria Miranda, uma jovem mãe de 8 filhos, não sei quantos netos, não sei quantos bisnetos e dois tataranetos. Cozinha que é uma maravilha, enquanto meu vô faz pão e frita lambari, que ele mesmo pescou. É uma família que dá gosto de ver reunida.

Mas confesso que nunca fui fã de pão de queijo. Na verdade eu nunca gostei desses tais pães de quejo. Sempre preferi pão com queijo, minas de preferência, mas pão de quejo realmente nunca foi minha primeira opção. Mas tenho que admitir, o pão de queijo do meu marido é uma coisa de louco, até pra mim que nem gosto de pão de queijo. E dessa vez que ele colocou um pedaço de queijo do reino ficou coisdidoido.

Para fazer o dito cujo, ele usa 1 pacote (500g) de povilho azedo, 2 ovos, 1 colher de sopa de sal, 1/3 copo americano de óleo, 1 copo americado de leite e queijos variados. Essa receita levou +- 150g de queijo do reino e mais uns 150g de mussarela.

Numa vasinha misture o povilho azedo com o sal e reserve. Em uma panela, leve ao fogo o copo de leite e o o oléo até ferver, então jogue sobre a travessa com a mistura do povilho. Misture um pouco e coloque os dois ovos inteiros e os queijos ralados ou em pedaços, e vá acrescentando leite aos poucos até dar o ponto da massa. É um ponto bem pesado e com uma liga bem firme. Haja braço colega, tem que misturar bem.

Depois disso, com a massa bem firme está na hora de fazer as bolinhas, ou qualquer coisa parecida que você consiga moldar :) Para facilitar, você pode usar duas colheres de sopa para ir dando o formato do pãozinho. Nem precisa untar a forma, pode colocar direto na forma, mas coloque com um bom espaço entre os pães, porque eles crescem bastante. Então é levar ao forno pré-aquecido até ele crescer bem e ficar dourarinho.

Se além de enfiar a faca, você quiser rodar, abra o pão de queijo e passe aquela manteiga da boa. Ela vai derreter e vai ficar escandalosamente gostoso.

Ah, e o que você pode fazer também é fazer os bolinhos na forma, cobrir tudo com papel filme e levar ao congelador. Depois de congelados, os pãezinhos podem ser colocados em um saco ou em um pote de plástico e continuar no congelador. Você pode levar ele direto para o forno, e ele continua gostoso no dia seguinte :)





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