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risotos


É triste dizer isso, mas o meu risoto de kani foi fruto da inveja :P Enquanto eu estava trabalhando em casa, meu querido Mauro Bello posta no twitter a foto deste seu lindo “risoto de queijo ao espumante, com frango crocante ao barbecue”. #acheichic

A minha boca encheu de água na hora, e quando eu acordei hoje de manhã fui logo pro fogão tratar de fazer o meu. Na falta do espumante e do vinho branco, eu acreditei no wisky, e nem faça cara feia. Eu também não gosto de wisky mas ele dá um gostinho super suave. Coloquei meia xícara logo depois de refogar o arroz arbóreo na cebola e no alho, e esperei evaporar. Ai é aquele preparo básico, vai colocando água, mexendo e esperando evaporar, o que eu fiz com um caldo de legumes. Depois eu misturei requeijão, queijo ralado e pedaços de kani. Temperei com pimenta e gergelim e pronto :)

Ai foi só arrumar bem lindo no prato, decorar com fatias de kani e acompanhar com uma saladinha e empanados peixe. Claro que a parte da arrumação não conta, já que eu como pratos lindos e produzidos assim todos os dias (mentira!).

capuccino caseiro


Camilla Rezende é carioca, e como todo carioca eu tenho que começar a descrição dela dizendo que ela é carioca :) Trabalha com marketing, e apesar de resistir em assumir seu lado b como dona de casa, ela dá um show na cozinha. Hoje ela estréia como colaboradora para os assuntos de gula aqui no Ideias, e tem muita coisa pra mostrar pra gente.

Pegando o embalo dos dias chuvosos do Recife, ela começa com uma deliciosa receita de capuccino. Com suas próprias palavras:

“A cidade amarela tem estado cinza. Cidade amarela é o apelido carinhoso que dei a Recife quando cheguei por aqui. Está cinza porque o sol tem estado com preguiça de aparecer. Chuva, relâmpago, trovão embalam os dias dos recifenses não me permitindo começar o projeto marquinha de biquíni 2010. Para combinar com o tempo cinza preparei para meu digníssimo um capuccino para esquentar seus dias passados no ar condicionado congelante, porque afinal está cinza mas não frio…


A receita aprendi na loja que trabalho, onde todos os cliente garantem ser um dos melhores capuccinos que já tomaram. Exageros a parte, fica bem gostoso e o melhor, bem mais barato do que no supermercado. Um detalhe: rende uma boa quantidade. Portanto, se você não bebe todos os dias ou divide com seus coleguinhas de trabalho, vai ficar rolando um bom tempo na sua prateleira e, sinceramente, eu não sei o prazo de validade.

A receita:

Ingredientes – para ½ receita

500g de leite em pó
1 saché de Nescafé (eu uso o extra forte)
8 colheres de Nescau ou Toddy (na receita original são 6 mas como amamos chocolate :) coloco um pouquinho mais)
1 copo americano de açúcar (na receita original vai ½ copo mas acho que fica meio sem gosto e a medida que uso nem coloco açúcar na xícara)
½ colher de sopa de bicarbonato de sódio

Como fazer – parte 1:

Numa tigela grande, e vai por mim precisa ser grande, você peneira todos os ingredientes um a um, depois é só misturar tudo!

Como fazer – parte 2:

Ferva a água na medida que você vai beber. A dica é colocar uma boa quantidade do pó da mistura – sem miséria ok – tipo, quase metade da xícara, ai você vai acrescentando aos pouquinhos a água e dissolvendo. Pra quem gosta mais ralinho, coloca mais água, mas quem gosta cremoso, menos água…

Para quem pode curtir um friozinho de verdade é perfeito para domingo à tarde junto com bolo de fubá de mãe huummmm!”

É uma delícia sim! Eu mesma já provei. É bom você fazer para dividir com alguém, ou para dar de presente, fica um charme ;) O armazenamento você pode fazer naqueles potes de vidro que você guarda, e não adianta dizer que não guarda, ok? :)


conserva de pimenta



Eu sou uma amante assumida das pimentas. Adoro as que ardem, mas também aprecio as que tem somente aroma. Já faz tempo que eu quero fazer uma conserva, mas ainda não tinha parado pra comprar os diferentes tipos de pimenta e nesse fim de semana eu resolvi que ia fazer de qualquer jeito, mesmo depois de encontrar na feira só a malagueta e a olho de peixe. Peguei um vidrinho de mel que tinha “acabado de acabar” e comecei.

A primeira coisa a fazer é esterilizar o vidro, colocando ele para ferver em uma panela com água por aproximadamente 20 mins. Para que o vidro não estoure, você deve manter um pano de prato dentro da água, no fundo da panela, durante a fervura. Enquanto o vidro esfria você faz o branqueamento das pimentas, que serve para que elas fiquem com uma cor mais vibrante e demorem mais para oxidar, podendo ficar fora da geladeira. É só colocar as pimentas em água fervente por 20 segundos e depois colocar imediatamente em água com gelo.

Então, é só retirar os cabinhos verdes das pimentas e ir preenchendo o vidro que você escolheu, fazendo camadas ou organizando como você quiser. Ao final, você escolhe o líquido que vai utilizar para curtir, se será vinagre, cachaça ou azeite. Eu misturei cachaça com vinagre, para que fique mais forte e picante.

Eu gostaria de ter outros tipos e outras cores de pimenta, a próxima conserva que eu fizer será mais um objeto de decoração do que culinário. Você pode misturar na sua conserva vários outros condimentos, eu coloquei dentes de alho fatiado e um pouco de sal. Faça do seu gosto.

Essa mistura tem validade de 1 ano aproximadamente.

Dica importante: use luvas, daquelas cirúrgicas mesmo, para manusear as pimentas. Elas podem queimar a mão. E não esqueça de lavar as mãos com bastante água ao terminar.


arepa com sotaque nordestino


Arepa é um prato tradicional da Venezuela. Conheci em 2004 no mercado de Camden Town, em Londres, e achei bem exótico. É uma massa de farinha de milho bem branquinha, que lembra a goma da mandioca, sendo mais fina e mais leve, servida com recheios variados. O que eu provei era um de feijão preto com queijo, bem diferente. Caçando uma receita nova para este domingo, encontrei no livro Pães e Cia. da coleção A Grande Cozinha a receita da Arepa. Eu resolvi fazer já que, como toda boa nordestina, eu sempre tenho farinha de milho em casa. Como a que eu tinha era de flocos grandes, resolvi bater a farinha no liquidificador pra ela ficar mais fininha. Foram três xícaras de fubá para três de água e uma colher de chá de sal. Você deve ficar sovando a massa até ela absorver um pouco da água e ficar com uma textura mais firme. Se achar necessário pode adicionar pequenas quantidades de farinha enquanto sova, para dar o ponto. Deixe descansar por meia hora em um local quente e seco. Depois é só fazer bolinhas de massa e abrir discos de +-10cm de diâmetro com as pontas dos dedos. Então é só colocar os discos para assar em uma frigideira antiaderente sem nenhum óleo por +- 10mins, virando de vez em quando. Para finalizar é só montar a sua arepa com o recheio que quiser, e com quantos andares sua fome pedir. Eu dei uma mudada na receita então não é a tradicional arepa venezuelana, mas é uma mistura de arepa, com cuscuz e tapioca que ficou uma delícia! Ah, e se come com a mão, então prepare os guardanapos ;)



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