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a casa de alexandre herchcovitch


casa de alexandre hercovitchcasa de alexandre hercovitchcasa de alexandre hercovitchcasa de alexandre hercovitchcasa de alexandre hercovitchcasa de alexandre hercovitchcasa de alexandre hercovitchcasa de alexandre hercovitchcasa de alexandre hercovitchcasa de alexandre hercovitchcasa de alexandre hercovitchQue eu não sei nada do mundo da moda vocês já sabem, né. E tampouco conheço sobre a vida e obra de Herchcovitch. Mas, sabe-se lá porque, as coisas dele sempre me chamaram a atenção. As roupas, os cachorros, o estilo e, agora, a casa dele.

Quando André, amigo meu, me mostrou o post do Moda Hype, eu fui logo lá no The Selby pegar as fotos e corri pra fazer o post. Eu fiquei totalmente encantada com essa casa. Alexandre é casado com o colecionador de antiguidades Fábio, e a casa deles é de uma chiqueza só. (Posso dizer que acho chic ~profissão colecionador~?)

É uma mistura de estilos que combina tanto, que parece que não poderia ser mais bonito. Essas paredes descascadas no maior estilo ~pobre sujo~ contrastam tão bem com as obras de arte e os móveis antigos, que parece que foram feitos um para o outro. Cada detalhe, cada peça, é tudo tão lindo que eu nem sei o que dizer. As fotos já mostram tudo.

Só vou abrir pra dizer que eu amei as etiquetas coladas na parede da sala. E as cadeiras vermelhas. E a “barbearia”. E o armário. E os sofás. E a cozinha. E a varanda. E os cachorros. E… E… E… TUDO. Pronto, é isso. Amei tudo. Não tiraria nem colocaria nada.

Pronto, agora eu gosto ainda mais de Herchcovitch. E acho ainda mais legal ter a coleção de copos de requeijão assinada por ele hahaha =P

Bom final de semana, gente. Que ele seja bem lindo como a casa aí em cima :)

 


natal: uma cidade preparada para o turismo


viagem para natalviagem para natalviagem para natalviagem para natalviagem para natalEu não conhecia Natal, e nem posso dizer que conheço muito bem agora. O navio só ficou um dia lá, e a gente tinha até o final da tarde pra voltar, ou seja, foi tudo muito corrido. Desembarcamos de manhã, pegamos um buggy e fomos para as Dunas de Genipabú. Fomos super bem recebidas pelo bugueiro, que deixou a gente nas mãos de um guia gente fina pra andar até lá em cima nas dunas e ver essa lagoa linda que mais parece um oásis no meio do deserto.

Lá a gente tirou umas fotos com umas latinhas de cerveja e refrigerante, que era pra dar aquele efeito de que a lata é gigante e nós somos miniaturas, sabe? Mas infelizmente nenhuma prestou. Mas o cara foi super prestativo em tirar as fotos e em andar com a gente por lá. Ele não cobra nada, apenas o que a gente quiser dar. Eles trabalham com uma alegria e uma humildade que é extremamente cativante. Em poucos minutos nós estávamos encantadas com o bugueiro, o guia e até o menino que vendeu água mineral pra gente. Pense num atendimento de qualidade.

Depois pegamos o buggy, demos mais umas voltas nas dunas e chegamos até a famosa descida do SkiDuna, que na minha época se chamava de SkiBunda mesmo. É o tipo de coisa que você tem que fazer, sabe? É besta mas é bem divertido, e a dica é ir com o instrutor pra aproveitar a descida até o final, se não você capota antes. Tudo bem que é meio constrangedor você se atracar atrás do cara, mas ele tá tão acostumado que não tá nem aí pra gente, o que é ótimo. Uma descida é R$5 e 3 fica por R$10. Preciso dizer que a gente foi super bem atendido por lá também? Pois fomos.

Nesse mesmo lugar tem o passeio de dromedário. Olha, eu tenho que dizer que achei uma sacanagem com os bichinhos, na boa. Eles ficam lá deitados esperando alguém subir neles, aí eles levantam com o peso dos turistas e vão sendo puxados e ainda apanham pra andar. Uma tristeza só. Além de ser supe caro, coisa de R$70 por pessoa pra andar no bicho usando um pano de pseud0-sheik na cabeça, dizem que você fica com o cheiro do bicho durante um bom tempo mesmo depois do banho. Eca. Eu passo.

Depois a gente desceu até a praia de Genipabú, passando pelo Bar 21 que é cartão postal da cidade. A maré estava cheia e o banho foi uma delícia. Era como se fosse um banho em Maracaípe, sendo que com menos ondas. E ainda assim eu quase perdi o biquíni, mas quem se importa. O banho foi super relaxante e a cerveja estava bem gelada na barraca. Tirando um tiozinho que parou com um carrinho de CD pirata tocando as últimas do brega-trash-sertanejo-whatever por lá, foi ótimo.

De lá nós fomos voltando pro navio, conversando com o bugueiro que fazia questão de explicar tudo sobre os lugares por onde a gente passava.  O passeio que a gente fez foi o mais curto, tem um que vai até as dunas de cima mas que ia ficar muito corrido e a gente queria mesmo era dar uma relaxada na praia.

E nessa hora você me pergunta: mas você mal conheceu Natal, como pode dizer que é uma cidade preparada para o turismo? Porque eu venho de Recife, me desculpem os pernambucanos. Recife é uma cidade linda, que tem história, cultura, arte, gastronomia, praias, complexo hoteleiro e tudo mais. Mas, sinceramente, eu não considero uma cidade turística. Você não é bem atendido nos lugares onde vai, é explorado, tratado como se estivesse o tempo inteiro fazendo um favor de estar ali, contemplando as belezas. Tanto que de turismo que se fala em Recife é Porto de Galinhas e Olinda, que nem Recife são. Então me desculpem conterrâneos, mas Natal dá um banho na gente.

Fomos bem atendidas em todos os lugares. É porque a galera de lá é gente boa? Pode até ser, mas eles sabem claramente o valor que tem o bom atendimento e a humildade. Eles sabem que vão conseguir mais indicações, mais reconhecimento e, claro, mais dinheiro com isso. Eles são espertos e quem se dá bem é a gente. Tão simples sair ganhando dos dois lados, né? E foi por isso que eu saí de Natal falando tão bem e com tanta vontade de voltar e conhecer mais dessa cidade que, se dúvidas, está preparada para o turismo.

Tanto que eu não podia sair de lá sem uma foto tipicamente de turista, né? Beijando o golfinho de Genipabú hahaha :)viagem para natal


eu morri a são silvestre


corrida de sao silvestreHá oito meses atrás eu aceitei o maior desafio do mundo. Eu, que nunca tinha corrido na vida, iria me preparar para correr a famosa São Silvestre. Nos primeiros dois meses eu já estava conseguindo correr 5km e estava me achando um máximo por isso. Cada dia, cada corrida, cada treino, eram uma vitória pra mim.

Eis que o meu joelho, que já não é dos melhores, dá sinal de vida e pede para que eu lembre que ele existe. Foi quando eu dei um tempo nos treinos e fui cuidar do joelho. O joelho dá uma melhorada, eu volto, ele fica ruim de novo, e eu cuido, e volto, e milhões de coisas acontecem e a verdade é que aos poucos eu fui deixando os treinos. Questões físicas, psicológicas, tempo e vários outros fatores foram somando para que eu ficasse cada vez mais distante das pistas de corrida. Mas eu queria correr mesmo assim.

Mesmo sem estar devidamente preparada para correr os 15km da São Silvestre, eu estava pensando no objetivo de terminar a prova. Mesmo que fosse andando, me rastejando, por último. Eu queria terminar a prova. Eis que, durante a viagem pra Natal e Noronha, eu terminei de lascar o joelho quando pulei muito errado de cima do buggy. Foi uma dor que vocês não imaginam. E desde lá até a viagem pra São Paulo foram dias e dias de gelo. Eu pensei em desistir, em não embarcar e aceitar que fui vencida pela dor. Ali eu vi que não tinha condições de correr.

Mas eu tinha aceitado o desafio. Muita gente torceu, acreditou e me deu força. Tantas palavras de carinho, mensagens de estímulo e tudo mais, para eu simplesmente desistir sem nem tentar? Então eu decidi que sim, eu iria correr a São Silvestre. Nem que fosse só pra ter a emoção da largada e depois pegar um taxi pra voltar pro hotel. Nem que fosse pra não correr, só andar, até onde conseguisse. E eu fui.

E não consigo ter palavras para descrever o que é a São Silvestre. Toda aquela alegria de 25 mil pessoas juntas. Gente fantasiada, pagando promessa, cadeirantes, idosos, famílias, cidades do Brasil inteiro, faixas, homenagens, tudo que se pode imaginar. É uma atmosfera de felicidade, superação, euforia. Uma coisa única.

Exatamente na hora da largada começa a chover na Avenida Paulista, e aquele mundo de gente vai correndo e sorrido e correndo e sorrido. Gente gritando e acenando para as câmeras e para quem estava lá assistindo. As pessoas vão pro meio da rua ver a corrida como se fosse um verdadeiro espetáculo. Ficam lá dando força, palavras de incentivo e até chamam a gente pelo nome, que fica escrito no número que vai na nossa camisa. Crianças com as mãos estendidas pra gente passar batendo, cachorros latindo, famílias com bebês de colo nos carrinhos. A cidade de São Paulo para, literalmente, pra ver a São Silvestre.

E foi nesse clima que eu fui correndo, e correndo, e nem me dei conta que em 15 minutos eu tinha corrido os dois primeiros quilômetros sem parar. Nesse momento eu achei que fosse conseguir terminar a prova. E então comecei a variar a corrida com a andada, pra tentar poupar um pouco o joelho. Mas no meio do caminho tem várias decidas que, acreditem, são muito piores do que as subidas. O impacto é muito maior e a força que a gente faz pra segurar o corpo é muito grande. E foi justo nessas descidas que o meu joelho gritava de dor.

E, a cada quilômetro que passava eu sentia mais dor e mais tristeza, por saber que eu não ia conseguir chegar ao fim. E quando eu estava andando as pessoas passavam e perguntavam se estava tudo bem, me deva força pra continuar correndo. Teve até um cara que pegou na minha mão e saiu me puxando e dizendo “olha a duracell, vamo lá!”, foi muito engraçado. Mas logo depois e passar da marca dos 9km, eu não aguentei e parei. Com vontade de chorar, triste, com dor, arrasada e decepcionada comigo mesma. Mas parei.

Mesmo que todo mundo tenha dito que ter chegado aos 9km nas condições em que eu estava já foi uma vitória e tanto, eu fiquei muito triste de não ter concluído. De não ter conseguido. Me senti vencida e essa sensação de derrota foi muito, muito ruim. E foi assim que eu morri a São Silvestre e terminei com muita dor e sem medalha. Mas fiquei feliz de não ter desistido sem tentar, e de ter embarcado na energia mágica dessa corrida por mais da metade do percurso. Valeu super a pena, de verdade.

E eu tenho que agradecer a Fishy, que idealizou e viabilizou esse projeto tão grande, longo e complexo, e conseguiu executar de forma tão boa, organizada e feliz. E também ao Clube Perfformance, que encerrou as suas atividades depois de 30 anos de existência, no mesmo dia em que a gente estava lá, correndo a São Silvestre. Eu tenho certeza que todos nós fechamos com chave de ouro esse ciclo da academia, e eu tenho o maior prazer de ter feito parte desse desafio.

Parabéns pelo desafio incrível. Obrigada pela oportunidade de fazer parte dele. E desculpas por não ter conseguido. É isso.


vamos deixar ventar


cortina

O ano novo já me trouxe vida nova uma vez.

Já me trouxe roupa nova, casa nova, cara nova.

O ano novo já me trouxe um susto e um trabalho novo.

Já me trouxe saudade, ressaca e amnésia.

O ano novo já me trouxe novos amigos, novos amores.

Já me trouxe medo e decepção.

O ano novo já me trouxe dúvidas, certezas e decisões.

Já me trouxe de tudo.

 

E para este novo ano novo meu único desejo é que ele me traga.

Que trague fundo e me sopre ao vento como uma fumaça densa.

Porque existe muito mais caminhos na vida do que os nossos pés podem tocar.

E qualquer desejo de ano novo vai parecer pequeno para o que nós merecemos.

 

Então vamos deixar as janelas abertas e esperar ventar.

Feliz ano novo, de novo.



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