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já que é pra trintar, trintei.


trintinha 145Eu estava ansiosa pelo meu aniversário de 30 anos como eu acho que nunca fiquei. Não sei bem porque, mas senti que realmente era uma festa de ano novo. E foi por isso que resolvi fazer uma festa mesmo. Aproveitei que meu irmão tá no Brasil e meu pai arrastou a família pra Recife pra comemorar comigo. Então pela primeira vez em alguns bons anos, reunimos novamente meu pai, minha mãe e meus irmãos no mesmo balaio. Tinha mesmo que comemorar.trintinha 11

Fiz a festa no quintal da Casa 57, um espaço massa onde tem o Café e Atelier da Gordinha e a loja da Vitalina. A casa é linda e acomodou carinhosamente todos os convidados. Para o dia, fiz uma decoração simples. Como fiz tudo praticamente sozinha, não tive tempo livre pra fazer muito mais do que isso hehehe :P Escolhi o vermelho de amor e da luta pra ser a cor da festa, e a partir daí fui juntando umas coisas.trintinha 2 trintinha 3 trintinha 5trintinha 10trintinha 1

No teto, pendurei 30 estrelas, essas que ensinei como é que faz nesse post aqui. Na entrada fiz uma cortina de corações, que são super fáceis de fazer também. A dica tá aqui. Além disso, pintei alguns cartazes com frases que eu compartilho da ideologia, e deixei pendurados pra quem quisesse pegar pra tirar foto. Nas mesinhas eu fiz um arranjo super simples com o origami de coração que eu sempre faço, e inclusive é a inspiração da marca e identidade visual do blog, espetei em palitos de churrasco e coloquei em potes de palmito com sal grosso e brilho vermelho.trintinha 6trintinha 4trintinha 16

Sim sim, além do vermelho, o “open bar de brilho” era o ponto forte da decoração, afinal, foi o que decorou a parte mais bonita da festa: os convidados. <3 Coloquei à disposição da galera brilhos de várias cores, tipos, formatos, espelhinho e gloss pra aplicar. Foi tão lindo ver todo mundo brilhando! As pessoas ficaram radiantes, feito eu estava.trintinha 8

A festinha também foi “open bar de caranguejo”, então foi uma mistura de brilho com lambuzado em todo mundo hahah :) São duas coisas que eu aaaaaamo de paixão, brilho e caranguejo, então fiz questão de dividir com esse povo bom que eu tenho por perto. Mamãe ainda fez um caldinho de feijoada delicioso pra dar a sustança na turma, e o café da Gordinha estava vendendo as bebidas e as comidas deliciosas dela. Pense que ficou todo mundo super bem servido.trintinha 13 trintinha 12 trintinha 9O som da festa estava suuuuper elogiado, o tempo inteiro. Teve DJ Fininho (meu amor <3) e DJ Galego dos Coelhos. Teve duelo dos dois, deve som de vinil, de iPad, de computador, teve tudo. Além disso, tinha Ianah Maia fazendo flash day de tatuagens, com desenhos lindos a R$200. Ela tatuou 6 pessoas e eternizou o dia da festa na pele. Belle Souza da Hair Instiga também tava cortando cabelos por lá, deixando o povo ainda mais bonito. Pese numas atrações rochedos que eu consegui reunir! trintinha 14 trintinha 7O dia estava lindo, o céu estava claro, sem uma nuvem. A noite caiu gostosa com uma lua belíssima bem acima das nossas cabeças. Foi tudo tão incrível que eu não consigo parar de agradecer por esse dia. Teve skype com amiga em Barcelona, teve presente de amiga de São Miguel do Gostoso, teve gente se fazendo presente mesmo à distância. E eu posso garantir que recebi todas as good vibes enviadas. Ainda tive a sorte de ter fotos dos convidados, que levaram câmeras pra ajudar a registrar esse momento incrível. Então aqui tem fotos de Julia, Yanna, Malu e minhas. :)

Ah, de presente para os convidados, eu pedi 1kg de ração para cachorro adulto, que eu vou doar para uma moça que cuida de uns cachorros resgatados lá em Camaragibe. Ano passado fiz isso também, e vi o quanto ajuda. Esse ano foram arrecadados 52kg de ração, e isso me deixou ainda mais feliz do que eu achei que poderia ficar. Meu coração está gordo de amor, e eu sou só gratidão.

Obrigada 30, você chegou me fazendo muito bem. Estou me sentindo linda, e a parte mais bonita tá brilhando aqui dentro do peito. Vamos celebrar a vida!trintinha 15


vale do alcantilado – visconde de mauá


Papai está morando em Penedo, no estado do Rio de Janeiro, e eu fui passar uns dias com ele por lá. Já tinha ouvido falar das cachoeiras da região, Itatiaia, Mauá, mas mesmo assim não sabia que era tão incrível. Fui num passeio despretensioso e surpreendente. Com a câmera numa mão e o celular na outra, eu não consegui nem de perto traduzir a beleza do lugar em um clique. Até porque às vezes eu só conseguia ficar parada contemplando aquela beleza toda, recebendo respingos de água no corpo e relaxando. É energizante!

vale-do-alcantilado 6Começamos pelo Vale do Alcantilado, um passeio em família para um ecoturismo de baixo impacto hehehe :P Digo isso porque a estrutura do lugar é incrível, e dá acesso a gente de todas as idades. São 9 cachoeiras num percurso de 1.5km (3km ida e volta), então mesmo que o acesso seja facilitado com escadas, corrimão, cordas e tudo mais, é bom estar com um calçado adequado pra esse tipo de passeio. Antes de começar, mandamos pra dentro um Feijão Amigo, que é um caldinho de feijão bem temperado e quentinho. Ideal pra dar uma forrada no estômago e uma aquecida pra começar a caminhada. vale do alcantilado terraEu fui de short, botinha um casaco, já que no dia da nossa caminhada o tempo estava meio fechado e frozinho. Mas quando começa o sobe e desce, esquenta logo e o casaco fica mais pra se proteger dos bichinhos hehe :P A trilha segue a ordem das seguintes atrações: Cachoeirinha, que é a mais indicada pra banho. É logo a primeira, a vontade era de pular logo assim que cheguei! Mas segui os conselhos de papai de deixar pro final, na volta. Depois, seguimos pra Poço da Areia, Poço das Raízes, Cachoeira do Açude, Cachoeira da Muralha, Mirante, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Toca, Cachoeira da Gruta do Granito e por fim a Cachoeira do Alcantilado.

vale-do-alcantilado 2 vale-do-alcantilado 5 vale-do-alcantilado 7Lá todo lugar que a gente olha, é lindo. Tipo papel de parede de computador hahaha :P Mesmo que sejam só algumas pedras com plantas, é lindo e dá vontade de ficar muito tempo olhando. vale-do-alcantilado 8 vale-do-alcantilado 9 vale-do-alcantilado 10Tem mirante, tem totem de pedrinhas, tem água caindo por todo lugar, tem plantas de vários tipos, tem tanta coisa linda. O ar é lindo de respirar, sabe como é? Pois é.vale-do-alcantilado 11 vale-do-alcantilado 14 vale-do-alcantilado 13A última cachoeira é onde demoramos mais pra chegar. É uma trilha de 350m (parece pouco, né?) de subidas, escorregadas, gruta, toca, lodo, mais subidas. É cansativo, mas lá em cima é lindo. É essa última foto aí, a cachoeira que dá nome ao vale. Depois disso, a volta é até tranquila, e eu voltei super animada pra hora de entrar nas águas congelantes hehehe :Pvale-do-alcantilado 12 vale-do-alcantilado 4vale do alcantiladoMinha gente, que água CONGELANTE! Eu sabia que ia ser fria, mas a cada passo pra dentro da água eu sentia mais partes do meu corpo ficando dormentes. E quando eu mergulhei e molhei a cabeça, eu senti uma dificuldade instantânea de respirar! Como se todos os meus músculos da respiração se contraíssem e não tinha ar certo pra entrar. Mas passa rapidinho hehehe :P E já que eu estava dentro, eu tinha que entrar meeeesmo embaixo da queda d’água, né? Pareciam que estavam jogando pedras de gelo na minha cabeça, mas estava uma delícia até começar a doer hahaha Eu terminei saindo rápido, mas quando meu irmão animou entrar eu fui entrar com ele e levei uma super queda. Ralei o braço as costas ao pisar numa pedra solta logo na entrada da água. Então fica o alerta pra ter cuidado redobrado com as pedras dentro da água. :)

Falando assim, até parece que foi ruim, né? Mas tem nada mais energizante do que um banho de cachoeira. Eu, que sou acostumada com as águas quentes das praias do Nordeste, senti como se fosse a primeira vez que eu estivesse tomando banho de cachoeira, apesar de já ter tomado várias vezes em outros lugares. Mas como dizem que você nunca entra duas vezes no mesmo rio, porque quando você entra a água já é outra, então sinto que será sempre com uma primeira vez. Uma descoberta deliciosa a cada gota d’água. vale do alcantilado 16 vale do alcantilado 15 vale-do-alcantilado 3Por fim, a dica é parar na Pastelaria do Alcantilado que tem no final/ começo da caminhada pra reabastecer hehehe :P O pastel é uma delícia, a cerveja é gelada, podemos colher as laranjas do pé pra levar e ainda dá pra ficar olhando lindos passarinhos indo e vindo.

Sem dúvidas a visita a Visconde de Mauá e ao Vale do Alcantilado é inesquecível, e é o tipo de lugar que dá vontade de voltar, e voltar, e voltar. Então quem puder ir, vá. Quem puder voltar, volte. Que eu sigo daqui já com saudade desse dia incrível. :)


eu não preciso de você


Toda dependência é ruim. E precisar é uma palavra que carrega esse peso pra mim. Depender de algo ou de alguém é um pesadelo, sejamos justos. Nossa primeira fase na vida é totalmente dependente. Ou temos alguém pra ajudar, ou morremos. Precisamos da nossa mãe ou de alguém que faça esse papel. E cada conquista ao longo da vida é sempre rumo à independência. Pelo menos pra mim é assim. Desde pequena vendi as pulseiras de crochê que eu fazia pra poder comprar os chicletes sem pedir pro meu pai. Não queria precisar dele. Adolescente vendi os biscoitos de aveia que eu fazia pra poder pagar minhas farras sem pedir pra minha mãe. Não queria precisar dela. E assim vamos caminhando para o portão do “eu não preciso de você”.

Aí nos apaixonamos e sofremos aquele amor arrebatador, somos capazes de mudar o rumo das nossas vidas pra viver essa paixão, somos capazes de mover montanhas. Fazemos e deixamos de fazer tudo pensando no outro. Se brigamos o mundo cai, nada mais presta até se fazer as pazes. E então constatamos: eu preciso de fulano pra ser feliz. E quem nunca passou por isso? Seja no fervor da adolescência ou mesmo amadurecendo enquanto adulto, ou até mais velho, quem sabe? Mas o importante é passar por isso. Passar do verbo não passa mais. Passar de ir adiante e deixar isso pra trás. Não necessariamente o relacionamento, não é isso. Acredito que relacionamentos, especialmente os mais longos, tendem a ser vários namoros dentro de um só. As pessoas mudam, o relacionamento também. Então o que eu digo é que não podemos precisar de ninguém pra ser feliz.

Quando precisamos, dependemos. E quando dependemos, não temos opção. E não ter opção faz a gente viver aquilo de forma forçada, obrigada, e tem coisa pior do que você se sentir forçado a fazer algo por não ter outras alternativas? Mas isso não pode acontecer no amor. Ou melhor, quem sou eu pra dizer o que pode ou o que não pode acontecer no amor, né? Mas eu tenho a ousadia de dizer que se você quer ser feliz de verdade, não pode deixar o seu coração ser contagiado pelo vírus do “eu preciso”. Pra ser feliz com alguém é necessário, antes de tudo, ser feliz sozinho. Desculpa, poetinha. Mas é possível, e só é possível, ser feliz sozinho. Porque só assim vamos vislumbrar o outro com nosso coração inteiro.

Isso. Inteiro. Ninguém precisa de metade da laranja, gente. Ninguém pode ser metade. Só se é feliz quando se é inteiro, em busca de outro inteiro para, então, ser feliz a dois. Não virar um só, que coisa insuportável. Somos felizes nós dois, eu e você, lado a lado. E sempre com a opção de soltar as mãos e continuar sozinho. Só me importa caminhar ao lado de alguém que caminhe bem sem mim, porque sei bem que meus passos traçam qualquer caminho sozinhos, por mais tortuoso que seja. Se não for assim, tem um puxando o outro sem nem perceber. E, felizmente, a fase de precisar de ajuda pra andar já ficou pra trás faz tempo.

Posso dizer isso também de outras relações, vale pra todas. Meu relacionamento com a minha mãe, por exemplo, melhorou muito desde que eu saí da casa dela e cortei o cordão umbilical da dependência do mesmo teto. Passei a sentir saudade, a querer mais a presença dela, a querer estar mais em casa com ela, e valorizar mais esse tempo que estamos juntas. Porque eu não preciso. Eu quero. E quero, cada dia mais, estar mais junto dela.

Isso vale para o trabalho. Quando estamos trabalhando apenas porque precisamos daquele dinheiro no final do mês, ou porque devemos uma satisfação, ou porque não temos coragem de soltar as amarras e alçar nossos vôos solo, não rendemos do mesmo jeito. São aquelas pessoas que quando são questionadas “e se ganhar na mega sena?” a primeira coisa que responde é “não venho trabalhar mais”. Porque não tem paixão, não tem vontade. Tem só dependência.

E, claro, que isso vale para os relacionamentos à dois. Não precisar do outro é o primeiro passo para a felicidade. E quando, naquele balanço da relação que volta e meia nos pegamos fazendo, o “preciso” vier demais a mente, está na hora de repensar.

Não quero ninguém precisando de mim. Não quero precisar de ninguém. Quero estar por querer, por vontade, por desejo, por tesão. Quero estar por ser inteira, por querer inteiro, por acreditar que nunca seremos um. Seremos sempre dois unidos pelo amor e pela vontade.

Eu não preciso de você. E isso quer dizer que eu te amo.


drops de uma rápida viagem


Eu fiz uma viagem super rápida, mas foi tão boa e tão cheia de coisas legais, que eu vou compartilhar em pequenos drops fotográficos aqui, pra não passar em branco :)

IMG_0001Toda viagem que se presa, começa com uma foto do aeroporto. Mentira, mas essa começou.

IMG_0002 (3)Eu escolho meu lugar no avião com antecedência porque eu gosto de sentar na janela. Não é pra ver do lado de fora, é apenas pra dormir mais confortável mesmo. Eu sou dessas que começa a dormir antes do avião decolar, sabe? Pronto. E eu já estava irritada com a menina sentada do meu lado que era só eu pegar no sono que ela metia a mão na janela e abria. E eu acordava com o sol na cara. Aí eu pedi pra ela não fazer mais isso, e o que ela fez? Esperou anoitecer e foi lá e abriu de novo. Ainda bem, porque eu pude ver essa cena linda de entardecer. Obrigada por isso, moça.

IMG_0003 (2)Porque em Recife não tem cigarrete? Sim, é só um enroladinho frito de queijo com presunto. Mas porque não tem? Cigarrete é o gosto da minha infância em Juiz de Fora, e só de pensar eu fico com água na boca. Eu não vou em Juiz de Fora sem comer um cigarrete, é fato.

IMG_0014 (2)Essa foto nem precisa de legenda, eu acho. Acho que dá pra ver o amor nos olhares e basta.

IMG_0004 (1)Na casa da Vó é assim: panelão pra família inteira. E sempre tem mais. Mais gente e mais comida. Êta família grande, sô.

IMG_0015 (2)Esse é me pai tirando selfie na igreja. Bregado.

IMG_0006 (3)Juiz de Fora é assim, morro pra todo lado. E eu, que sou dessa cidade plana abaixo do nível do mar, enxergo nesse cotidiano uma beleza encantadora.

IMG_0005 (1)Este é papai e seu ombro recém operado no casamento de Leandro e Maísa. Obrigada pela piada pronta, Valesca.

IMG_0007Este é o Rio de Janeiro sendo lindo mesmo num dia feio, e o Bar Urca sendo gostoso até debaixo de chuva.

IMG_0016 (1)Esse é o casal querido e amado do meu coração, que não importa a distância e o tempo que afaste a gente, parece que estamos sempre na mesma sintonia. Rafa e Cami, é amor o nome disso.

IMG_0009 (1)Esse é Marley no alto dos seus 12 anos de malandragem. Filho do casal aí de cima. :)

IMG_0010 (3) Este é o bom dia na casa de Rafa e Cami, e a comemoração da volta da delícia de blog: Naminhapanela.com :) VIDA LONGA! \o/

10376077_10152499024620972_4583260991195503228_nDescobri esse pastel de costela do Antigamente pelo Foursquare. Estava tomando um chopp no bar do lado, abri pra ver as dicas e resolvi mudar de mesa. E foi a melhor coisa que eu fiz. Além de ter visto como é bom sentar num bar sozinha, tomar um chopp, comer uma coisa gostosa e olhar o movimento. São os benefícios de fazer uma viagem só.

IMG_0011Esse é o Projeto Morrinho no Museu de Arte do Rio. Dá vontade de ficar horas só olhando e sendo surpreendido por cada pedaço da mensagem.

IMG_0017 (2)Vista do MAR.

IMG_0018 (2)Bezerra da Silva no MAR.

“A favela nunca foi reduto de marginal.

Ela só tem gente humilde marginalizada,

essa verdade não sai no jornal.

A favela é um problema social.” 

Bezerra da Silva – “Eu sou favela” – 1992

IMG_0013O Manifesto de Arte Pornô no MAR.

IMG_0012 (2)A descoberta do sanduíche de perfil perfeito. Com molho, cebola e abacaxi, acompanhado de uma Terezópolis estupidamente gelada. Lá no Opus.

E a viagem teve muito mais. Foi muito mais. Mas é que nem tudo se fotografa ou se pode descrever. Tem coisas que a gente só sente mesmo, aí fica difícil compartilhar. Mas voltei dessa viagem com bons pensamentos sobre viajar sozinha, planos pro futuro e alguns objetivos. É, viagem mexe com a gente, né? :)



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