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minha pequena ceia


Estranhou que no post do meu Natal não teve comida, né? Pois aqui estão :) Não foi uma ceia com aquele já conhecido derramamento de comida das grandes ceias das grandes famílias, mas foi o suficiente para deixar aquela sobra gostosa para o almoço do dia seguinte :D Gente, é sério. Eu amo comer resto de ceia no dia 25. Já fico esperando a hora do almoço :P

Todos os anos mamis ganha da empresa um belo peru, e ela sempre faz essa farofa com os miudos e recheia ele. É a minha tentação. Do mesmo jeito que eu sempre sonho com o camarão de coco na Semana Santa na casa da minha tia, eu sonho com essa farofa do peru da minha mãe no Natal. Aí como mamis estava machucada por conta de uma queda, eu dei conta do restante da ceia.

A pedido de mamis, fiz um arroz à piamontese, e como tinha comido um delicioso lá na casa da Cami, peguei a receita Na Minha Panela e ficou perfeito :) Aí fiz também umas batatas meio doidas. Eu não sabia como ia preparar, mamis só tinha pedido pra ser batata. Então lavei bem direitinho e coloquei elas pra cozinhar com casca e tudo. Elas cozinharam e eu ainda n sabia o que ia fazer. Aí resolvi ir partindo e ela ficou assim, então achei que valia uma refogada no alho, já que ela ainda estava durinha e não ia simplesmente virar purê. Refoguei muito alho no azeite, acertei o sal e mandei a batata pra dentro. Não satisfeita, joguei numa travessa, povilhei parmesão ralado por cima e taquei no forno. E não é que ficou boa? Também não tinha muito segredo, né? Batata, alho e queijo não tem como dar errado :P

E de sobremesa, como mamis está evitando chocolate e coisas com cafeína, fiz a minha melhor receita de cheesecake, que já postei aqui. Mas essa eu fiz um pouco diferente. Eu ia fazer sem massa mesmo, mas lembrei que tinha sobrado um pouco da farinha de amêndoas de quando a gente fez os macarons, e resolvi misturar com um pouco de manteiga, açúcar mascavo e fiz essa camada de baixo. Levei no forno um pouco antes de colocar o recheio, e depois foi ao forno de novo pelo tempo da receita. Cobri com geléia de amora e voilá, estava pronto um delicioso cheesecake de três camadas :)

Pode parecer pouca comida, mas eu comi até dormri, literamente, e todo mundo comeu muito bem. A felicidade foi a sobra pro almoço do dia seguinte, onde tudo parecia ainda mais gostoso. Nem o arroz ficou ruim, já que o ideal é servir ele na hora. Dei uma dissolvidinha nele com um pouco de leite, ralei mais queijo parmesão e continuou uma delícia.

E essa foi minha pequena, porém deliciosa, ceia de Natal :)


meu pequeno natal


Eu não sou católica, então o Natal pra mim é muito mais do que um aniversário ou uma celebração religiosa. É dia da família, que pra mim é muito mais importante do que qualquer religião. O Natal é aquele dia de passar horas nos preparativos da ceia, ou resolvendo tudo aquilo que deixamos para última hora. É dia de comer até não aguentar mais e beber alegremente.

O Natal pra mim já foi um jantar com a família e uma noite com os amigos, mas eu estou velha, meus caros. Hoje, pra mim, o mais importante do Natal é ficar até a hora que for com quem eu mais amo no mundo. Desde pequena eu sempre tive que escolher se eu ia passar o Natal com a minha mãe ou com meu pai, e esse ano foi com a mamis.

Com a família do meu pai em Minas, a mãe de Paolo em São Paulo, o pai em Caruaru e a família de mamis em Maceió, fomos só nos quatro: eu, Paolo, mamis e Malu. Mamis é das minhas (ou eu sou das dela?) e toma cerveja na ceia o/ Por isso não se enganem, os copos de espumante foram alarme falso :P Foi uma noite engraçada, feliz e rápida, já que eu nunca aguento comer tanto e simplesmente apaguei no sofá :P

Mas antes disso nós fizemos nossos agradecimentos, nossas preces, nossos pedidos, nossos brindes e tudo que uma noite de Natal tem direito. Trocamos os presentes, petiscamos, tomamos algumas muitas cervejas, e até quebramos uma taça (né, Malu?), para mostrar que ainda somos uma família Oliveira (piada interna da família que carrega o gene de ser desastrada e estabanada de berço).

Eu não tenho muito costume de desejar feliz Natal, prefiro desejar uma noite feliz com a família, uma noite de amor e troca de carinho. E para desejar isso não tem dia certo, né? Por isso desejo hoje, de todo meu coração, várias noites felizes para você e toda sua família :)

E aqui embaixo o presente que Fabinho deu para mamis, um lindo castiçal em forma de flor de lotus :)


meus irmãos que não são gêmeos


Eu sou filha de pais que nunca casaram, e que se separaram antes mesmo de eu nascer. Fui filha única, e sempre morei com minha mãe. Meu pai morou em Recife até os meus 6 anos, se mudando depois para São Paulo. Sempre fomos eu e minha mãe, que sempre trabalhou o dia inteiro e muitas vezes chegava em casa e me encontrava dormindo. Talvez por isso, por essa pequena solidão infantil, que eu sempre pedi um irmãozinho ao rezar santo anjo do senhor antes de dormir. Todos os meus amigos na rua e no colégio tinham irmãos, pais casados e família grande. E eu era a filha única, meio mimada, meio chata, meio protegida. E todo dia eu rezava e pedia um irmãozinho.

Eis que um certo dia, quando eu tinha 8 anos, fiquei sabendo que Deus ouvira minhas preces em dobro, e que eu ganharia um irmão de cada lado. Uma irmã por parte de mãe, e um irmão por parte de pai. Então dois meses depois de completar 9 anos, eu ganhei minha irmã. Malu, minha morena linda, recifense, leonina e que eu acompanhei os primeiros passos, e todos os outros que vieram em seguida. Então, exatamente um mês e um dia depois, eu ganho o meu irmão. Fabinho, branquinho do cabelo tão loiro que era quase cinza, mineiro, virginiano e que eu acompanhei um pouco de longe, mas nunca distante. E não parou por aí, porque junto com Fabinho veio sua mãe, a Angélica, que por sua vez já tinha o Leo, que tem a minha idade e que também virou meu irmão.

E a partir daí eu passei a minha vida inteira explicando que eu tinha dois irmãos da mesma idade que não eram gêmeos, e outro da minha idade que não era gêmeo meu. E pra complicar ainda mais, eu fazia questão de dizer que Malu é exatamente um mês e um dia mais velha que Fábio, e que eu sou exatamente um mês e um dia mais velha que Leo. Deu pra entender? Pode ser difícil de explicar, mas o amor e o carinho que eu sinto por eles parece que já nasceu comigo.

Fabinho, que morou esses dois últimos anos em Buenos Aires, resolveu começar a sua volta para o Brasil por Recife. E está me dando a honra da sua visita por uma semana na minha casa. E toda vez que ele vem é isso, nos juntamos nós três, eu e meus dois irmãos que não são gêmeos, e só nos desgrudamos na hora do embarque de volta. E só de pensar que existe esse embarque de volta me dá uma saudade… Porque eu e Fabinho sempre vivemos com essas despedidas, mas o aperto no peito parece não acabar nunca.

E Leo, agora só falta você aparcer por aqui ;)


feijoada do vovô hortêncio



O vovô Hortêncio não é o meu avô, mas a feijoada dele é uma delícia. É um carrinho no meio da rua, que serve uma das melhores feijoadas que eu já comi na vida. O clima do lugar é excelente. Fica em Setúbal, numa das áreas mais arborizadas da Zona Sul do Recife. Eles tem algumas cadeiras, bancos, mas nada de mesas. A prefeitura não deixa, sacomé né. Então os veteranos já levam o seus banquinhos a tira colo.

Eles são super organizados, e o atendimento é excelente. São várias pessoas trabalhando de boa vontade, e bom humor. Quem frequenta a feijoada termina conversando com quem tá do lado, porque já viu por lá outra vez, ou pra puxar assunto mesmo. E assim tudo vira uma grande festa. Parece que todo mundo tá em casa. Fui com minha mãe e meu querido-amado-amigo-professor Fred, e nos divertimos de verdade.

Eles só funcionam no fim de semana, e se quiser comer é melhor chegar cedo. A feijoada do vovô Hortêncio sempre fica lotada, e o pessoal dá conta de comer tudo antes das 14h da tarde. Chegamos tarde no sábado, e a nossa foi a última feijoada do dia, por sorte. Passamos o dia entre muitas risadas, cervejas, cervejas, cervejas e feijoada, claro. E eu não posso esquecer de comentar como essa couve estava deliciosa. Posso dizer que foi a melhor couve que eu já comi? Tá, brigada.

Eu confesso que adoro lugares simples, bons e baratos. E esse é um deles. Troco fácil um almoço num restaurante bacana, por uma tarde em pé na calçada comendo dessa feijoada.

E como o sábado não acaba quando a pança tá cheia, eu e Fred ainda fomos dar uma volta na beira mar. Fomos conversando e andando, pra fazer a digestão. Mas claro que isso tinha um objetivo. O meu objetivo foi com recheio de frutas vermelhas, e o de Fred foi uma delícia de objetivo com biscoito, lá na Dalena.

Faço gordices e sou feliz. Entre para o clube você também :D



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