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dias de mudança: dicas para marinheiros de primeira mudança


Vamos lá, um post prático e rápido com algumas dicas que eu gostaria de ter recebido antes de começar a mudança:

– Comece a juntar caixas e jornal com antecedência. Você pode simplesmente não encontrar boas caixas disponíveis, a vizinha não ter o jornal quando você precisa e isso vai atrasar a sua vida. A não ser que você já tenha contratado uma empresa de mudança e solicitado as caixas antes.

– Procure uma empresa de mudança descente. Não escolha só pelo preço, procure uma indicação. Se você tem coisas grandes tipo geladeira, máquina de lavar, cama, sofá, televisão e cosias que precisam ser desmontadas como armários, mesas e tudo mais, você vai precisar de uma empresa legal. Não adianta chamar aqueles amigos do porteiro que vai dar merda. Geralmente as empresas trabalham de duas formas: por hora e por contrato. Por contrato o valor é fechado por um período e você paga as horas adicionais, por hora, obviamente, você paga por hora. Se a sua mudança for média ou grande, vá de contrato e reze para não passar muito das horas contratadas.

– Coloque nome em todas as caixas, escrevendo tudo que tem dentro. E importante: coloque os nomes na lateral das caixas e, de preferência, em mais de uma lateral. A malandra aqui colocou o nome em cima, mas na hora de empilhar não dava pra ler, claro, e eu tinha que ficar tirando caixa de cima de caixa pra saber o que tinha. Trabalho de corno.

– Não feche as caixas nos primeiros dias. Deixar as caixas abertas faz com que a gente consiga encaixar coisas ao longo dos dias, e não ter que ter caixas com coisas que sobraram e que eram para estar em outras caixas. Deu pra entender? :P

– Não economize no jornal. Se for embalar coisas frágeis invista no jornal sem dó nem piedade. Forre a caixa com jornal amassado e embale muito bem tudo, colocando jornal nas laterais e finalizando com jornal por cima. É isso mesmo, jornal pra dar de pau.

– Aceite ajuda. Miliuma pessoas perguntaram se eu queria ajuda, se disponibilizaram a dar uma força em qualquer coisa. Na hora eu pensei: não quero incomodar ninguém, não tem como as pessoas me ajudarem, só eu posso fazer e blá blá blá. Mas, na boa? Aceite ajuda. Vale a pena.


dias de mudança: o antes (parte 1)


dias de mudançaA correria da mudança tá tão grande que nem vou fazer um post tipo diário, contando como foram as emoções dia após dia. Até porque eu ainda estou sem Internet no apartamento novo, o que dificulta ainda mais a minha vida. Então vou fazer um resumão do antes, durante e depois, só pra vocês sentirem o drama :P

Bem, o prazo entre fechar com o apartamento e de marcar a data da mudança foi de uma semana. Sim, sim. Uma semana para embalar (sozinha) uma casa inteira, uma vida inteira, e carregar para o outro extremo da cidade. Sem contar que os trabalhos só começavam depois das 20h todos os dias, que era quando eu chegava em casa depois do trabalho.

A rotina era basicamente sair da agência, passar no supermercado pra pegar umas caixas, encher o carro até não conseguir ver nada pelo retrovisor e ir pra casa embalar o que dava até querer chorar de cansaço, que era por volta das 2 ou 3 horas da madrugada. Sim, eu passei uma semana dormindo uma média de 3 ou 4 horas por noite. Chegava em casa, ligava o computador pra colocar um som e abrir o chat do Facebook para ter companhia. Então começava os trabalhos.

Nos primeiros dias eu também tinha a companhia de algumas cervejas, que faziam a noite ficar um pouco menos chata. Mas então começou uma campanha contra o meu alcoolismo que envolveu minha mãe, minhas melhores amigas e o meu estômago, então fui voto vencido. Segui sem as minhas loiras ajudantes.

Comecei a embalar coisas que eu não ia precisar/querer usar durante a semana, como os livros e coisas de cozinha. Sim, eu decidi que não ia cozinhar nem comer em casa por uma semana, porque não ia querer lavar nem organizar nada. O primeiro dia foi mais de encaixotar do que de embalar, já que eu deixei essa parte que envolve jornal, alergia e muita paciência para outro dia.

Tenho que dizer que foi cansativo mas que cada caixa fechada era uma alegria que se abria no meu coração. Mas a impressão de “porra, não vai acabar nunca” era constante. Nos primeiros dias a alegria era maior do que o cansaço, e eu instiguei como uma guerreira que tinha um exército de caixas vazias para derrotar. E lutei com bravura. :)

Bem, está aberta a temporada de posts sobre a mudança. No próximo eu conto algumas dicas que eu gostaria muito de ter recebido, tá? E vamos mudando… :)


é tempo de mudança


Já faz um tempo que a minha vida está em clima de mudança. Desde o final do ano passado tanta coisa mudou na minha vida, que nem parece que é a mesma vida de antes. Nem eu pareço a mesma de antes. Sabe como é? Pronto.

Tem mudanças que a gente não escolhe e elas acontecem. A gente acha que não era pra mudar e depois descobre que não podia ser diferente. E que a mudança foi a melhor coisa que podia ter acontecido. Tem mudanças que a gente escolhe  e acha que é a melhor coisa a se fazer. Até descobrir que podia ter feito diferente e que seria melhor de outro jeito. Que coisa, né? O nome disso é vida.

Vida essa que não passa sem umas boas mudanças. Mudança no trabalho, no coração, em casa, na cozinha e até no guarda-roupa. E agora eu vou passar por outra grande mudança. A de endereço. Sim, sim. Ano novo, casa nova, vida nova. E bota nova nisso.

Eu nasci e fui criada na praia. Dei meus primeiros passos nas areias de Boa Viagem e vivi torrada do sol a maior parte da minha vida. Sempre morei, namorei, cresci, trabalhei e vivi na zona sul do Recife. E eu nunca tinha pensado em sair de lá. Mas lá vem a vida e mostra que nem sempre as coisas saem como a gente passou a vida planejando. E cá estou eu, me mudando de mala e cuia para a zona norte.

Longe da maresia, num bairro onde eu não sei andar dois quarteirões sem me perder. Longe da minha mãe, onde uma rua tem três nomes diferentes e outras que fazem curvas. Um lugar, até o ano passado, totalmente estranho pra mim. Mas perto, muito perto do meu trabalho. Coisa de uns 50 passos (é, eu contei). Porque eu resolvi que a minha qualidade de vida também merecia uma mudança, pra melhor.

E, como não poderia deixar de ser, eu vou trazer pra vocês a minha experiência de fazer a mudança de uma casa inteira sozinha. Não por falta de gente pra ajudar, porque eu tenho amigos e pessoas muito queridas pra me dar uma força :) Mas porque tem coisas que só a gente pode fazer. E eu estou fazendo.

Então é isso. Como toda mudança, ela não está com um tempo muito organizado para acontecer, por isso o bloguinho está meio de lado. Mas eu quero muito trazer o diário da mudança pra cá. Acho que vai ser super divertido :) Aguardem as cenas do próximo capítulo ;)

E que venha a mudança!


quero largar tudo e morar numa cabana


morar numa cabanamorar numa cabanamorar numa cabanamorar numa cabanamorar numa cabanamorar numa cabanaQuem nunca teve essa vontade que atire a primeira pedra. Naquele momento em que você está trabalhando demais, amando demais, chorando demais ou, simplesmente, parado demais na vida. Quando você acha que tudo está dando errado, ou que tudo já deu tão certo que não tem como melhorar. Quando você simplesmente quer testar fazer diferente, se encontrar, se conhecer e se amar mais. É nessas horas que eu tenho vontade de largar tudo e morar numa cabana.

Seja na praia, no campo, numa montanha. Seja no meio da neve, da floresta ou de um vale na Toscana. Essas cabanas que Dani me mandou são lindas, maravilhosas e perfeitas pra esse tipo de fuga/retiro que a gente precisa de vez em quando. Mas a verdade é que a cabana pode ser qualquer lugar onde a gente se sinta seguro. Se sinta distante o suficiente do mundo para estar mais perto de nós mesmos.

Todos nós podemos fazer a nossa própria cabana todos os dias. Seja num banho que a gente tome no escuro, num domingo chuvoso ou num sábado ensolarado na beira da praia. O que realmente importa é que todos nós precisamos largar tudo e morar numa cabana, nem que seja por algumas horas. Porque nada vale mais do que a gente parar e pensar. Sozinhos.

A gente vive rodeado de gente. Amigos, família, namorado, colegas de trabalho, vizinhos, estranhos. Quando, na verdade, a gente precisa de um pouco de solidão para amadurecer. Para pensar na vida, para cair na real. A gente precisa curtir um pouco da nossa fossa, seja ela qual for, para entender melhor o que nós sentimos e, só assim, nos entendermos melhor.

Porque solidão não quer dizer tristeza. Muito pelo contrário. As vezes, a gente só precisa mesmo é ficar um tempo sozinho para ver como a nossa felicidade não depende de ninguém além da gente. E quando a gente se conhece melhor, se apaixona por nós mesmos e por nossos defeitos. E o que é o amor próprio se não se aceitar com plenitude, mesmo depois de lançar sobre si o mais crítico dos olhares.

E só depois de se olhar tão profundamente é que a gente consegue abrir a porta da nossa cabana e deixar o vento entrar. E curtir o que ele traz pra gente.

O que eu desejo pra cada um de nós é nada mais do que a chance de largar tudo e morar numa cabana. Nem que seja só por um minuto.



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