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macarrão caseiro com frango cremoso


Eu acordei mais cedo no domingo chuvoso, e como eu sabia que não ia ter coragem de tirar o pé de casa durante o dia inteiro, tratei de deixar algo descongelando para preparar o almoço mais tarde. Com Paolo ainda dormindo, resolvi tirar uns filés de frango, que dá pra fazer várias coisas diferentes, que ele me ajudaria a escolher quando acordasse. Mas terminou que, pensando no que fazer com os filés, eu pensei que um domingo chuvoso seria a melhor oportunidade para a gente estrear nossa máquina de macarrão, comprada no final do ano passado. Então como o frango já estava descongelado, resolvi que o macarrão seria o acompanhamento de um frango cremoso gratinado ao forno, que ficou uma delícia. Mas tenho que dizer, o macarrão fica tão bom, mas tão bom, que a melhor coisa é comer ele só com um molho de tomate, azeite e pimenta. E só.

A receita do macarrão já tem aqui no blog, no post que fiz sobre o aniversário de Paolo lá em Gravatá. Então vou deixar pra cá só a receita do frango, que é super fácil. Cortei os filés em cubinhos e deixei no tempero (limão, azeite, sal e pimenta) por um tempinho, enquanto eu preparava o molho. Cortei uns quatro talos pequenos de alho poró em rodelas bem fininhas, e coloquei numa panela pra refogar na manteiga (sem esquecer do fiozinho de azeite pra não queimar). Então depois de ficar bem murchinho eu juntei mais ou menos uma colher de sopa de farinha de trigo, e fui mexendo até a mistura ficar bem douradinha. Agora tem que deixar dourar mesmo pro molho não ficar com gosto de farinha, tá?

Aí eu fui acrescentando o leite aos poucos, dissolvendo a mistura de farinha com alho poró e manteiga. Não sei quanto de leite eu usei, mas deve ter sido tipo umas duas ou três xícaras. Eu sou péssima de medidas :( Então é ficar mexendo até o molho engrossar, o que eu fiz lentamente em fogo baixo. Temperei com um pouco de sal, pimenta, noz moscada ralada na hora e ainda acrescentei duas colheres de requeijão, para ficar bem cremoso. Aí mexe mexe mexe até cansar :P

Com o molho pronto, é só colocar os cubos de frango temperado dentro (escorrendo o excesso de limão), misturar bem e deixar ferver por uns 10 minutinhos mexendo sempre para não grudar no fundo. Aí é só colocar numa travessa, povilhar parmesão ralado na hora por cima e deixar por uns 20 minutinhos no forno para o frango terminar de cozinhar e dar uma boa gratinada. Aí pronto, é só juntar com o que quiser. Eu juntei com o macarrão caseiro que, mais uma vez, ficou delicioso. É muito fácil de fazer, rápido e barato.

Eu nem ia postar essa receita, porque ficou tudo tão branco, sem cor, que eu achei que não tava muito apetitoso de se ver. Mas já que faz tempo que eu não posto uma receitinha, está aqui pra começar a semana :D


bode na brasa de gravatá


Eu acho que o Bode na Brasa está para Gravatá, como Brilhozinho está para Recife. É aquele lugar simples, onde você é atendido com simpatia e onde te servem uma comida maravilhosa. Foi mais um lugar ótimo que minha mãe levou a gente para conhecer no fim de semana passado.

Na volta de Serra Negra, depois de ter parado no Centro de Artesanato de Bezerros, em Seu Biro e no Pólo Moveleiro de Gravatá, minha mãe declara que está com desejo de comer, vejam só, perua guisada. Oi? Isso mesmo. Ou minha mãe comia a tal perua guisada, ou o fim de semana dela não ia terminar bem. E como o fim de semana era dela, e ela sempre merece todos os agrados do mundo, fomos até o Bode na Brasa.

Ela já conhecia, é outra das suas paradas secretas do interior. Como a gente não estava com fome, era só desejo mesmo, não pedimos refeição. Para petisco pedimos meia porção de perua guisada, e meia de bode na brasa. A perua estava uma delícia, ela tem uma textura e um sabor diferente da galinha. Foi servida num rechaud de barro para manter quentinha, e se quiser ela pode ser à cabidela (ou ao molho pardo, como dizem poraí). O filé de bode foi uma coisdelouco. Já declarei aqui o quando eu acho delícia esses bichos que berram. Carneiro, bode, cordeiro, qualquer um desses. É uma carne com um sabor forte, muito suculenta, e considerada a mais saudável das carnes vermelhas. O bode é servido assim, no espeto, desossado, e você escolhe se quer com ou sem gordura. A gente escolheu sem, e estava delicioso. Desses que desmancham na boca, sabe? Pronto.

A responsável pela cozinha, que tem a sua foto estampada até no cardápio, é Dona Marina. Com sua simpatia, seus olhos claros e sua mão de ouro, ela ve fazendo a sua clientela fiel há quinze anos. O Bode na Brasa fica meio escondido, mas eu vou tentar explicar. Você pega a pista local em Gravatá, passa pelo giradouro e pega a pista sentido Gravatá – Recife. Passa a DaFonte Veículos, depois do Boi na Brasa pega a primeira a direita, que é uma ruazinha estreita, e novamente a direita. É só seguir as placas. No fim da rua você vai ver essa casa coberta de plantas, com algum carro na frente e algum passarinho cantando. É só ir entrando. Bruno, o filho da dona Marina, recebeu a gente muito bem, com muita simpatia e bom humor. Foi ótimo e virou parada obrigatória para quem vai até Gravatá.

E quando a gente estava saindo, eu vi esse fusquinha com esse adesivo genial. “Veim mai tá pago” hahaha! Boa, boa, porque o meu é mais novo e ainda não tá! hahaha!


massa com shitake



Continuando a saga das receitas usando as encomendas do Mercadão, dessa vez eu preparei uma massa com shitake. Ok, confesso que eu não sei quando a massa deixa de ser talharim pra se tornar fettuccine (desculpa ai a ignorância), por isso resolvi chamar de massa, apenas massa.

Eu nunca tinha feito shitake em casa. Confesso que estranhei. Quando coloquei ele pra hidratar, o cheiro dele na água quente era de um miojo com tempero. Olha que loucura, será que foi só comigo? Alguém mais sente cheiro de caldo pronto no shitake? Ou será só paranóia de quem detesta cubos de caldo e temperos prontos?

Mas bem, derreti mais ou menos uma colher de sopa de manteiga e dourei uma cebola picada em pedaços pequenininhos. Hidratei o shitake por uns 5 ou 7 minutos, escorri e misturei ele ao refogado, juntando mais manteiga. Refoguei bem, bem mesmo, e depois temperei com molho de soja. Juntei ao refogado uma caixinha de creme de leite, um pouco de leite pra dissolver, pimenta do reino, uns pedaços de gorgonzola, uma colher de queijo cremoso e acertei o sal com shoyu. Então é só colocar em cima de uma massa, um fettuccine ou um penne, por exemplo, e se deliciar. Eu ainda salpiquei uma pimenta do reino, porque eu adoro pimenta e porque ia dar um charme na foto. :P

Confesso que o risoto al funghi me conquistou mais, mas essa massa também ficou muito boa. Alguma sugestão para outra metade do meu pacote de shitake? Ou o de funghi? Fico agradecida :)


macarrão com salsicha ralada


Parece carne moída, mas não é. Eu descobri essa maravilha em um dos aniversários da minha irmã Malu, quando o pai dela chegou com um cachorro quente que foi o maior sucesso da festa. Ao contrário da carne moída a secretária da casa dele usou salsicha ralada, e ficou simplesmente divino. Eu já gostava de comer macarrão com salsicha quando cortava ela em rodelinhas, mas assim fica muito mais gostoso. É só ralar a linguiça no ralo grosso, de preferência com ela congelada ainda, e temperar à gosto. Eu gosto de ralar uma linguiça fininha também, que eu refogo primeiro, junto com a cebola e o alho, antes de colocar a salsicha na panela. Depois o tempero fica por sua conta, caldos de carne, picanha, bacon, condimentos como pimenta, páprica, orégano e ervas frescas como salsa e manjericão ficam ótimos na mistura. Tomate, pimentão, extrato de tomate, e mais o que você quiser. Eu ainda ralei um pouco de provolone por cima para finalizar. Esse da foto, na verdade, é o resto do cachorro quente do aniversário de Malu, que foi comemorado ontem, parabéns minha pequena :) Nada melhor do que em um domingo preguiçoso ter que apenas cozinhar um macarrão e o almoço estar pronto ;) E de sobremesa, o bolo de diamante negro com uns brigadeiros e bem casados :D



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